Inglaterra e Argentina completaram, neste sábado (11), a lista de semifinalistas da Copa do Mundo. As duas partidas terminaram empatadas no tempo regulamentar e foram decididas na prorrogação, após intervenções do VAR que prejudicaram Noruega e Suíça.
No Estádio Hard Rock, em Miami, a Inglaterra derrotou a Noruega por 2 a 1. Em Kansas City, a Argentina venceu a Suíça por 3 a 1. Nos dois casos, as seleções eliminadas contestaram duramente a arbitragem.
Noruega tem gol anulado
A Noruega abriu o placar aos 36 minutos. Andreas Schjelderup recebeu pela esquerda e chutou cruzado. A bola bateu na trave direita antes de entrar.
A Inglaterra empatou pouco antes do intervalo. Anthony Gordon cruzou e Jude Bellingham marcou seu quinto gol na competição. O lance, porém, começou com uma irregularidade que não foi assinalada.
No tiro de meta cobrado pelo goleiro Orjan Nyland, a bola aparentemente tocou o cabo da câmera suspensa sobre o gramado. Depois disso, caiu nos pés de Elliot Anderson e terminou com um gol inglês.
Pelas regras, a partida deveria ser interrompida quando a bola toca um objeto estranho ao jogo. O lance também poderia ser revisto pelo VAR. O ex-árbitro Mark Clattenburg afirmou que o gol não deveria ter sido validado.
A FIFA divulgou uma nota para defender a decisão. Segundo a entidade, o sensor instalado na bola não registrou nenhuma alteração durante sua trajetória — o que não explica nada. O gol foi mantido.
A Noruega voltou a marcar aos 55 minutos. Após cobrança de escanteio, Torbjorn Heggem aproveitou o rebote e mandou a bola para as redes. O gol daria a vantagem de 2 a 1 aos noruegueses.
O VAR chamou o árbitro para revisar o início da jogada. A equipe de arbitragem concluiu que Erling Haaland havia empurrado Elliot Anderson e anulou o gol, tomando como base um acontecimento de bola parada, antes mesmo dos noruegueses baterem o escanteio.
As imagens mostraram uma disputa comum de área, sem um contato evidente que justificasse a anulação. O técnico norueguês, Ole Gunnar Solskjær, denunciou a arbitragem por decidir a partida.
“A Noruega foi roubada. Não digo isso levianamente, mas genuinamente não entendo como esse gol foi anulado. Vi o lance várias vezes e não existe contato suficiente de Haaland sobre Anderson para justificar essa decisão”, declarou.
Com o placar em 1 a 1, a partida seguiu para a prorrogação. No terceiro minuto do tempo extra, o goleiro norueguês defendeu um chute de longa distância, mas deixou o rebote. Bellingham apareceu livre e marcou o gol da classificação inglesa.
Foi o sexto gol do meio-campista na Copa. A Inglaterra voltou a chegar às semifinais de um Mundial pela primeira vez desde 2018.
Expulsão decide Argentina e Suíça
No Estádio Arrowhead, em Kansas City, a Argentina abriu o placar aos 10 minutos. Lionel Messi cobrou escanteio e Alexis Mac Allister marcou de cabeça.
A seleção argentina controlou boa parte do primeiro tempo, mas não conseguiu ampliar. A Suíça passou a avançar depois do intervalo e empatou aos 67 minutos.
Dan Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez na entrada da área e finalizou rasteiro. A bola passou entre as pernas do goleiro Emiliano Martínez.
Poucos minutos depois do empate, uma intervenção do VAR mudou completamente a partida. Leandro Paredes recebeu cartão amarelo após uma entrada sobre Breel Embolo. A revisão mostrou, porém, que o atacante suíço começou a cair antes de qualquer contato com o argentino.
Em vez de apenas retirar o cartão de Paredes, a arbitragem aplicou um amarelo a Embolo por simulação. Como o jogador já estava advertido, recebeu o segundo cartão e foi expulso aos 72 minutos.
O VAR interveio por meio do protocolo de “identidade equivocada”, utilizado quando o árbitro pune o jogador errado. Foi a segunda vez nesta Copa que um cartão amarelo foi revertido com base nesse procedimento.
A decisão deixou a Suíça com 10 jogadores logo depois de conseguir o empate. A equipe abandonou o ataque e passou a defender com praticamente todos os jogadores atrás da linha da bola.
Os suíços resistiram até o fim do tempo regulamentar, mas permaneceram mais de 45 minutos em inferioridade numérica. A Argentina aproveitou o desgaste durante a prorrogação.
Aos 112 minutos, Julián Álvarez recebeu fora da área e acertou um chute de direita no ângulo. Pouco depois, Lautaro Martínez aproveitou um rebote e marcou o terceiro gol argentino.
O técnico suíço, Murat Yakin, afirmou que a intervenção acabou com as possibilidades de sua equipe.
“Sei que a FIFA vai proteger o árbitro, mas essa regra destruiu nosso jogo hoje, e isso é incrivelmente doloroso”, disse.
O capitão Granit Xhaka também responsabilizou a arbitragem pela eliminação. “O cartão vermelho mudou tudo. Tivemos de perder por causa de uma decisão do árbitro. É doloroso”, afirmou.
A Argentina, beneficiada pela expulsão suíça, venceu por 3 a 1 e garantiu sua vaga nas semifinais. Agora, ela enfrenta a Inglaterra na quarta-feira (15), às 16h. Do outro lado da chave, França pega a Espanha na terça-feira (14), também às 16h.



