Trabalhadores e estudantes da Universidade de São Paulo realizaram paralisação unificada na terça-feira (28), com grande ato conjunto a partir das 13 horas. O movimento reuniu as reivindicações de ambas as categorias que lutam por melhores condições na universidade. A assembleia geral do Diretório Central dos Estudantes Livre aprovou greve por tempo indeterminado na quarta-feira anterior.
As principais reivindicações dos estudantes incluem melhores condições nos restaurantes universitários e fim da ameaça de entrega à iniciativa privada, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil para um salário mínimo paulista, expansão dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis e condições igualitárias entre docentes e funcionários. Os estudantes protestam também contra cortes no programa de bolsas, falta de vagas de moradia estudantil e problemas no fornecimento de água.
O Sindicato dos Trabalhadores da USP esteve em greve desde 14 de abril e terminou oficialmente após acordo assinado entre a Reitoria e o sindicato em quinta-feira (23), com referendo em assembleia na sexta-feira (24). Parte dos servidores retomou as atividades ainda na sexta e o restante na segunda (27). No entanto, os trabalhadores aderiram à paralisação desta terça-feira.
Após reunião com a reitoria, na sexta-feira (24) foi marcada mesa de negociação para discussão das pautas estudantis. A universidade revogou portaria que restringia o uso de espaços cedidos aos centros acadêmicos, atendendo uma das reivindicações do movimento. No entanto, os estudantes seguem em greve.





