Nesse dia 13 de maio foi realizado, em frente do Palácio do Buriti, na Capital Federal, um ato, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, em defesa do Banco de Brasília (BRB) que está ameaçado devido as maracutaias do governo do GDF e o Banco Master de Daniel Vocaro.
O ato contou com uma expressiva participação dos trabalhadores do BRB, já que eles estão sentido que, se não for através da mobilização dos funcionários, do jeito que se vem o desenvolvendo das tratativas como o governo direitista do GDF a situação só tende a se agravar, com a possibilidade, inclusive, da privatização do banco. Não é por um acaso que a imprensa capitalista está alardeando essa possiblidade para os quatro cantos do mundo.
Como não poderia deixar de ser, a manifestação dos trabalhadores sofreu forte intimidação por parte dos órgãos de repressão do estado de Brasília, demonstrando, mais uma vez, que a liberdade de manifestação apenas consta no papel, mas na realidade é reprimida de todas as maneiras pelos representantes dos capitalistas no poder.
Primeiramente tentaram impedir o ato na Praça do Buriti e, logicamente os manifestantes reagiram e mantiveram o ato; depois proibiram o carro de som no locar, nem menos uma caixa de som foi permitida. Logo em seguida, a PM organizou um cordão de isolamento para que os trabalhadores não pudessem seguir para a porta do Palácio do Buriti para se manifestarem, restringindo o ato apenas na praça.
Mesmo diante das ameaças da polícia os manifestantes se mantiveram firmes gritando palavras de ordens em defesa do banco e realizaram uma espécie de assembleia utilizando o megafone do sindicato cuja palavra estava franqueada para qualquer um presente que quisesse se manifestar.
O caso do BRB não deixa dúvida que a tal política do governo do GDF de buscar um “aporte financeiro” não deixa nada a dever à política neoliberal do famigerado governo de FHC (PSDB) na década de 1990 que liquidou praticamente todos os bancos públicos com a desculpa esfarrapada de “saneamento”.
A vice de Ibaneis Rocha (que se licenciou no meio do furacão para concorrer ao senado), Celina Leão (PP), tenta justificar o injustificável, para tentar livrar, não só sua, mas a cara dos verdadeiros culpados pelo rombo no BRB, alega dificuldade para que seja feito um “aporte” ao banco. Ou seja, no país do Banco Master, onde os grandes banqueiros nacionais e internacionais são responsáveis pelos crimes que cometem, o governo do DF segue a cartilha e responsabiliza os bancários e a população em geral por uma conta que, com certeza não é das suas responsabilidades.
Por outro lado, o que se verifica que a operação de investigação do Banco Master, e isso não pode ter dúvida, ela é extremamente seletiva. Apenas Daniel Vocaro, o ex- presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, mais recentemente o pai do Daniel Vocaro e outros poucos peixes pequenos estão na cadeia, sendo que tem muita coisa por debaixo do pano, como por exemplo, o envolvimento de ministros do STF, parlamentares etc., mas em relação ao dinheiro surrupiado do BRB, nenhum sinal.
Para garantir o BRB como um banco público e o empregos dos seus funcionários, coloca-se para os trabalhadores do BRB a necessidade de constituir comitês de base por local de trabalho e construir um forte movimento unitários com os demais trabalhadores e servidores do DF, cujo papel da CUT DF é de fundamental importância para essa unificação, para derrotar as investidas da direita golpistas contra a classe trabalhadora do Distrito Federal.





