Trabalhadores dos hospitais universitários de Mato Grosso do Sul iniciaram ontem (30) uma greve por melhores condições de trabalho e recomposição salarial, enfrentando anos de arrocho e perdas acumuladas.
A paralisação atinge unidades em Campo Grande e Dourados, com adesão significativa dos servidores, especialmente nas áreas administrativas e de enfermagem. Mesmo com a manutenção dos atendimentos de urgência, o movimento pressiona por respostas concretas da gestão.
Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial com base na inflação, reposição das perdas da pandemia e melhorias nos benefícios. Em Dourados, os trabalhadores denunciam perdas ainda maiores, exigindo reajustes mais expressivos.
A situação revela a destruição dos serviços públicos de saúde, agravada pela política neoliberal de cortes. Os hospitais universitários, fundamentais para o atendimento da população e formação profissional, operam sob condições cada vez mais difíceis.
Após a greve dos Correios ter sido tornada ilegal pelo Judiciário, as iniciativas de greve ganham um caráter especialmente importante de reconquistar o direito ameaçado de greve.
Diante dessa destruição do serviço público, diminuição da qualidade de vida dos trabalhadores da saúde pelo arrocho salarial, os servidores buscam corretamente a greve para recuperação de direitos perdidos com o tempo e a inflação.





