Servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) de instituições federais estão em greve nacional desde o dia 23 de fevereiro. Houve deliberação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) que decidiu pela greve e os sindicatos de cada região foram aderindo desde a data. Nesta terça-feira (7) os técnicos de Santa Catarina aderiram à greve.
A paralisação ocorre em defesa do cumprimento integral do acordo firmado em 2024, que, segundo a categoria, ainda possui diversos pontos pendentes. Entre as principais reivindicações estão a implementação da jornada de 30 horas semanais, a inclusão de aposentados nas mudanças de carreira e a recomposição salarial diante de perdas acumuladas ao longo dos anos.
Em reunião realizada no Palácio do Planalto, representantes sindicais apresentaram documentos reforçando a necessidade de cumprimento dos compromissos assumidos. Foi encaminhada a abertura de processo administrativo para formalizar as demandas.
O movimento já atinge cerca de 50 instituições federais em todo o país. Em Porto Alegre, servidores trancaram os portões da Universidade Federal de Ciências da Saúde (UFCSPA) em um ato que impediu atividades acadêmicas e administrativas, com exceção de serviços essenciais.
Segundo dirigentes sindicais, a greve tende a se intensificar diante da falta de respostas concretas do governo federal. A categoria aponta ainda preocupações com projetos que alteram a carreira e impactam políticas de inclusão nas universidades.
Entre as críticas, está a previsão de contratações temporárias para funções como tradutores e técnicos de Libras, o que, segundo os trabalhadores, compromete a continuidade do atendimento.
O caso elucida como a negociação com patrões, mesmo quando o patrão é o Estado, não consegue obter ganhos para nenhuma categoria sem a devida luta política para se obter esses ganhos. No contexto atual, o principal meio para ganho de direitos para a maior parte das categorias é a greve.





