Uma pesquisa recente do instituto Leger, encomendada pela rede Postmedia, mostrou que apenas 22% dos canadenses têm hoje uma opinião favorável sobre o Estado de “Israel”. Em 2023, esse índice era de 33%. No mesmo período, a rejeição subiu para 61%, indicando um aumento expressivo da oposição popular à política sionista.
Os dados mostram que a deterioração da imagem de “Israel” atinge diferentes setores da população canadense. Entre os eleitores do Partido Liberal, somente 17% dizem ter uma visão positiva do país artificial. Entre os conservadores, o índice é maior, 38%, mas ainda assim não representa a maioria desse campo político.
A queda do apoio ocorre em meio ao aprofundamento da crise no Oriente Médio. Desde 7 de outubro de 2023, o regime sionista leva adiante o genocídio do povo palestino em Gaza. Ao mesmo tempo, ampliou suas agressões contra o Líbano e participou da agressão contra o Irã. Esse conjunto de acontecimentos provocou uma condenação cada vez maior em vários países imperialistas, inclusive no próprio Canadá.
O levantamento indica que a destruição promovida por “Israel” e a continuidade de seus crimes pesaram diretamente sobre a opinião pública. O resultado mostra que, no Canadá, cresce a identificação entre o Estado sionista e a política de guerra, ocupação e massacre da população da região.
Essa mudança de humor também aparece em medidas adotadas recentemente pelo aparato estatal canadense. No início deste mês, vieram a público informações de que a Canada Revenue Agency revogou ou suspendeu o status beneficente de várias organizações acusadas de direcionar recursos para atividades ligadas à ocupação israelense. Entre os problemas apontados estavam falhas de supervisão financeira e, em alguns casos, suposto apoio a entidades militares estrangeiras.
As medidas reforçam que a pressão sobre as ligações políticas e financeiras com o Estado de “Israel” aumentou dentro do próprio Canadá. Ao mesmo tempo, revelam que a defesa incondicional do sionismo encontra cada vez mais resistência, inclusive em um dos principais países alinhados ao imperialismo norte-americano.




