O Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, que aconteceu neste ano de 2026 na Capital Federal, entre os dias 5 e 11 de abril, contou com a presença de mais de 7 mil indígenas de diversas etnias e regiões do País, como os povos Ticuna, Macuxi, Cocama, Tupinambá, Pataxó, Caingang, Crahô, Apinajé, Guajajara, Guató e os Guarani-Caiouás do estado do Mato Grosso do Sul (MS). Este último povo gostaríamos de destacar, já que o PCO atua conjuntamente com as lideranças e o povo daquela comunidade nas duras lutas que ocorrem na região contra a política reacionária dos latifundiários e seus governos de plantão, por meio da violência sistemática que os índios sofrem diariamente no Mato Grosso do Sul.
Assassinatos, prisões, emboscadas e ameaças de pistoleiros, queima de casas nas aldeias etc. são o cotidiano do povo Guarani-Caiouás, numa clara ofensiva da burguesia, em que os latifundiários invadem sistematicamente as suas terras. Isso tudo com a total conivência e apoio das “autoridades” públicas: governo, tribunais, polícia civil e federal e até mesmo da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP).
Nesse sentido, as lideranças daquele povo, conjuntamente com os militantes do PCO e o Comitê de Luta daquela região, organizaram uma caravana com cerca de 200 integrantes em direção à Capital Federal para participar do Acampamento Terra Livre, no sentido de ser mais um instrumento para impulsionar a luta imediata e exigir do governo federal, do Legislativo e do Judiciário o atendimento de todas as reivindicações dos povos indígenas.
O histórico de conflitos na região do Mato Grosso do Sul, com casos de tortura e assassinato, trabalho escravo, dentre outros já denunciados neste Diário, ao lado da situação de precarização dos povos indígenas Guarani e Caiouás em Mato Grosso do Sul, só aumenta a situação de vulnerabilidade desses povos e evidencia a total ausência de políticas públicas do Estado e dos governos locais, tanto para impedir a desnutrição, uma chaga entre os povos indígenas, como para garantir os poucos direitos que esses povos ainda têm. Ademais, o próprio Estado incentiva atos ilegais e favorece os latifundiários que dominam a política e a economia da região.
Um momento importante no Acampamento Terra Livre foi a solidariedade da entidade sindical dos bancários de Brasília, cuja atual diretoria conta com representantes do Partido da Causa Operária, que, por meio da sua campanha “Quem tem fome tem pressa”, doou 20 cestas de alimentação para os indígenas do Mato Grosso do Sul, que hoje estão sofrendo com a desnutrição em suas aldeias em consequência da política genocida do governo do estado, por meio do governo do PP de Eduardo Riedel, que, além de matar literalmente os índios de fome, está organizando uma perseguição sanguinária contra eles a mando dos latifundiários da região.





