Donald Trump afirmou em 21/10 que os Estados Unidos não estão negociando com o Irã. Em seguida, declarou que “algo, de uma forma ou de outra, acontecerá em breve”. O presidente sugeriu que a decisão poderia vir depois das eleições legislativas norte-americanas. No mesmo dia, disse que os EUA poderiam encerrar a guerra agora, mas queriam garantir um resultado duradouro.
O New York Times, noticiou que militares dos EUA e de “Israel” elaboraram planos para novos ataques ao Irã após a eleição. O jornal ressalvou que Trump não havia aprovado uma ofensiva e que rejeitara propostas anteriores de retomada de grandes operações. A Casa Branca não comentou os planos apresentados na reportagem.
Estados Unidos e “Israel” iniciaram a guerra contra o Irã em 28/02. Teerã respondeu com ataques, e a passagem pelo estreito de Ormuz passou a ocupar o centro do conflito. Um entendimento firmado em junho, após mediação do Paquistão e do Catar, ficou paralisado diante das divergências entre Washington e Teerã.
Trump afirma que derrotou o Irã, mas volta a brandir a possibilidade de bombardeios. Sua declaração coloca o país sob ameaça enquanto os EUA decidem que resultado considerariam aceitável para encerrar a guerra. Cabe ao povo iraniano defender-se dessa agressão, qualquer que seja o dia escolhido por Washington para retomar os ataques.




