Partido da Causa Operária

São Paulo: venha debater a guerra contra o Irã no CCBP

Após rodada em oito capitais no dia 28 e nova atividade em Florianópolis no dia 31, debate no CCBP reunirá Rui Costa Pimenta, Breno Altman e Robinson Farinazzo neste sábado (4)

O Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), em São Paulo, receberá neste sábado (4) o debate nacional A Guerra contra o Irã — Não à agressão imperialista. A atividade reunirá Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Breno Altman, editor-chefe do Opera Mundi, e o comandante Robinson Farinazzo, do canal Arte da Guerra, e foi apresentada pela organização como o ponto mais alto de uma rodada de debates realizada em várias cidades do País em apoio ao Irã.

A iniciativa é organizada pelo PCO, pelos Comitês de Luta e pelo Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal). A campanha busca impulsionar a mobilização contra a agressão imperialista ao Irã e combater a falsificação apresentada pela imprensa capitalista sobre a guerra.

No último sábado (28/3), os debates ocorreram em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Fortaleza e Dourados. Em 31 de março, houve ainda uma atividade em Florianópolis. A rodada nacional marcou um mês da agressão conjunta dos Estados Unidos e de “Israel” contra a República Islâmica e reuniu militantes, sindicalistas, professores universitários e representantes de movimentos sociais.

A atividade em São Paulo ocorrerá depois dessa primeira etapa nacional e será transmitida por canais da imprensa independente. A organização informou que o objetivo é alcançar centenas de milhares de pessoas com a campanha de apoio ao Irã.

Debates prepararam atividade nacional

Em Curitiba, o debate foi realizado na sede do Sindipetro PR/SC. Segundo Lisia Sakai, da Direção Nacional do PCO, participaram da atividade Diogo Tadao, militante do Partido na cidade, e Luciano Zanetti, do sindicato dos petroleiros. Ao Diário Causa Operária, Sakai afirmou: “já antes do debate o clima era de interação entre os presentes e interesse tanto nas questões políticas internacionais relacionadas ao Irã como nas políticas internas e relações exteriores da Petrobrás”.

Em Brasília, a atividade foi realizada no Armazém do Campo e contou com a participação de Expedito Mendonça, da Direção Nacional do PCO, e de Jacques de Novion, professor do Departamento de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Brasília. Novion fez um apanhado histórico sobre a presença iraniana na região, desde o surgimento do império persa até a etapa atual da luta política, incluindo a dominação portuguesa sobre o Estreito de Ormuz.

Na mesma atividade, Expedito Mendonça tratou do aspecto político da guerra e da ofensiva imperialista. Segundo ele, a investida norte-americana e sionista busca “destruir ou ao menos tentar enfraquecer o Eixo da Resistência, já que o Irã é o fundamento disso”.

Perci Marrara, militante do PCO no Distrito Federal, afirmou ao DCO que a avaliação predominante entre os participantes foi a de que “o Irã já venceu a guerra”. Segundo ela, “os Estados Unidos ficaram, no mínimo, intimidados com a reação que não esperavam e estão sendo desmoralizados”. Marrara acrescentou que isso não significa o fim da ofensiva imperialista, mas fortalece a resistência de maneira geral. O encontro em Brasília também marcou o lançamento da Gazeta Causa Operária na capital federal.

No Rio de Janeiro, o debate reuniu militantes de diversas organizações, entre elas a FIST e a OMP, além de André Constantine. Luan Monteiro, da Direção Nacional do PCO, declarou ao DCO que o evento “ressaltou a necessidade de se fazer uma campanha e demonstrar todo apoio à República Islâmica do Irã”.

Monteiro afirmou ainda: “estamos diante de um momento crucial. Na luta contra o imperialismo, estamos diante de uma guerra de proporções importantes e na qual um povo oprimido pode conquistar uma vitória muito importante e talvez até decisiva contra os sionistas e contra os Estados Unidos”. Segundo ele, a realização simultânea das atividades em várias cidades demonstra que haverá no Brasil “uma campanha séria de apoio aos companheiros do Irã”.

Ainda de acordo com Monteiro, os debates cumprem também o papel de esclarecer a situação política e militar e de enfrentar a propaganda imperialista. “O debate ajuda no esclarecimento geral do que está acontecendo no Irã, ajuda a desmentir todas as barbaridades que a imprensa golpista, totalmente comprada, que trabalha a serviço dos sionistas, propaga”, afirmou. Para o dirigente, trata-se de defender “um povo que fez a revolução, passou por um processo revolucionário, e passa agora por mais uma etapa importante na luta pela sua independência do jugo do imperialismo”.

Em Porto Alegre, o debate contou com Ana Karina, militante do PCO na cidade, Antônio Carlos Silva, da Direção Nacional do Partido, Sayid Marcos Tenório, do Ibraspal, e Nader Bujah, da Frente Gaúcha de Solidariedade ao Povo Palestino.

São Paulo será o ponto alto da campanha

A atividade marcada para São Paulo é o principal evento dessa primeira etapa nacional. A convocatória situa o debate em meio ao agravamento da guerra e à tentativa do governo norte-americano de impor ao Irã um cessar-fogo em 15 pontos, com exigências como o desmantelamento completo da infraestrutura nuclear iraniana, a entrega do estoque de urânio enriquecido à Agência Internacional de Energia Atômica, a suspensão do desenvolvimento de mísseis balísticos e o fim do apoio ao Eixo da Resistência.

Autoridades iranianas rejeitaram a ideia de que haja negociações reais em curso e afirmaram que Donald Trump tenta transformar sua estagnação militar em uma suposta vitória política. A República Islâmica também apresentou suas próprias condições para qualquer encerramento das hostilidades, entre elas o fechamento das bases militares dos Estados Unidos na região, reparações financeiras, o levantamento total das sanções e novas regras para o Estreito de Ormuz sob controle iraniano.

A rodada de debates é, também, uma resposta à passividade da maior parte da esquerda pequeno-burguesa diante da agressão contra o Irã e à posição adotada pelo governo Lula, que, segundo o texto, não se colocou ao lado da República Islâmica e de seu povo contra a ofensiva imperialista.

Para mais informações, entre em contato com o número (11) 99741-0436.

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