Nova Iorque

Roger Waters participa de ato pela liberdade de Maduro

Ato ocorreu em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova Iorque, onde Maduro e sua esposa estão presos desde 3 de janeiro

O músico britânico Roger Waters participou de ato pela liberdade de Nicolás Maduro e Cilia Flores em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova Iorque, no domingo (13). Na manifestação, ele discursou para os presentes exigindo a libertação do presidente venezuelano e de sua esposa. No mesmo ato, organizações de solidariedade denunciaram a prisão como perseguição política e marcaram a data como referência ao Dia da Dignidade Nacional na Venezuela.

O protesto ocorreu diante da unidade prisional onde o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a deputada Cilia Flores estão detidos desde o início do ano, após uma operação realizada pelos Estados Unidos. A manifestação reuniu ativistas, organizações políticas e movimentos antiguerra que vêm mantendo presença constante no local desde janeiro, exigindo a libertação do casal.

Roger Waters, conhecido internacionalmente por sua trajetória musical e por suas posições políticas, tomou a palavra diante dos presentes e iniciou sua fala com palavras de ordem exigindo a libertação imediata dos dirigentes venezuelanos. Apontando diretamente para o edifício do presídio, afirmou que Maduro, chefe de Estado da Venezuela, encontrava-se preso naquele local junto com sua esposa, classificando a situação como um erro grave e uma tragédia.

O ato foi organizado por entidades como a Rede de Solidariedade com a Venezuela, o Partido Mundial dos Trabalhadores e coletivos antiguerra de bairros de Nova Iorque, que denunciaram o episódio como uma ação de caráter político contra o governo venezuelano. Os organizadores também destacaram que manifestações semelhantes vêm ocorrendo desde o dia 3 de janeiro, quando ocorreu a operação que resultou na prisão do presidente venezuelano.

O dia 13 de abril marca o aniversário da mobilização popular que, em 2002, derrotou uma tentativa de golpe de Estado contra o então presidente Hugo Chávez. Naquele episódio, após sua deposição por parte da burguesia, Chávez retornou ao poder em menos de 48 horas devido à ação das massas populares. Desde então, a data é celebrada como o Dia da Dignidade Nacional na Venezuela.

Os manifestantes também ressaltaram que a campanha pela libertação dos dirigentes venezuelanos inclui diferentes formas de mobilização, como protestos, envio de cartas e atos públicos, com o objetivo de pressionar as autoridades norte-americanas.

O ato terminou com novas palavras de ordem exigindo a libertação dos presos e com o anúncio de que outras manifestações deverão ocorrer nos próximos dias, dando continuidade à campanha internacional em torno do caso.

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