A decadência do sionismo é tão acentuada, que já estão alegando que o suposto “aumento do antissemitismo no Brasil ameaça democracia e minorias”. É isso que tenta nos convencer o artigo, Antissemitismo, antissionismo e os limites da liberdade de expressão, de Rony Vainzof – advogado e secretário da Confederação Israelita do Brasil (Conib) –, de publicado em O Globo neste sábado (13).
O que está acontecendo, não no Brasil, mas no mundo, é que os judeus estão levando a culpa pelos crimes dos sionistas contra os palestinos, contra os libaneses e iranianos, na ação combinada com os Estados Unidos da América.
Segundo o autor, “há um sinal silencioso de deterioração democrática. No Brasil e no mundo, judeus evitam expor símbolos, mencionar Israel ou simplesmente expressar sua identidade. É medo, baseado em agressões reais, o que representa grave falha da própria democracia, e não um problema comunitário.”
Esse problema já havia sido denunciado pelo rabino Ysroel Weiss, que esteve no Brasil e foi entrevistado por este Diário, denunciando que o sionismo é o pior inimigo dos judeus, como o rabino, que utilizam trajes típicos e são hostiliados, enquanto os sionistas se confundem na multidão.
Vainzof escreve que “praticar, induzir ou incitar discriminação por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é crime, agravado no ambiente digital. A liberdade de expressão protege a crítica, inclusive as políticas de governos estrangeiros. Questionar Israel, suas ações militares, políticas de ocupação, suas decisões de governo, é direito assegurado, da mesma forma que qualquer outro país pode ser contestado no debate público. Tais discussões ocorrem ferozmente mesmo em Israel, única democracia do Oriente Médio.”
Não é que a liberdade de expressão protege a crítica, ela está prevista na Constituição, que diz que é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato, mas o Supremo Tribunal Federal passa por cima da Carta e impõe a censura disfarçada pela expressão “limites da liberdade”.
Questionar “Israel”, ao contrário do que diz o articulista, na prática virou crime, pois tudo é tomado como antissemitismo, ou racismo. É mentira que existam debates ferozes naquele país, a maioria da população apoia seu governo genocida.
“Israel” está longe de ser uma democracia, é uma ditadura militar que assassina diariamente palestinos e os mantém aprisionados atrás de muros e postos de controle. É um regime de apartheid denunciado pelo mundo todo.
Uma das falácias do autor é dizer que “o limite é ultrapassado quando a crítica deixa de ser política e passa a atacar a própria existência de um povo ou o direito de um país existir.” Um país é uma entidade política e jurídica, diferente de nação, que diz respeito ao povo.
Quem desejou, por exemplo, o fim da União Soviética nunca foi considerado racista, nem poderia ser acusado de pregar a morte dos habitantes. O fim da URSS não determinou o extermínio do povo russo. A mesma analogia se pode fazer com relação à Alemanha Oriental.
Neste exato momento, “Israel” está apoiando e incentivando o separatismo na Somália, isso pode mutilar ou destruir aquele país.
Enquanto pregam “o direito de um país existir”, os sionistas, hipócritas, impedem que os palestinos tenham o próprio; continuam os assentamentos ilegais, a destruição de propriedades, infraestrutura e acesso à água; seguem os bombardeios de campos de refugiados.
Os sionistas tomaram parte da Síria e agora dizem que não vão sair de áreas do sul do Líbano. O problema é que o mundo está vendo, e é por isso que a choradeira sionista já não surte efeito.
Vainzof alega que “quando se nega ao judeu o direito à autodeterminação, não se trata mais de liberdade de expressão, e sim de discriminação.” Mais uma mentira, pois os judeus, assim como católicos, hinduístas, etc., vivem em diversos países do mundo, inclusive no Irã, onde existe a maior comunidade judaica no Oriente Médio, a qual nunca foi molestada, exceto recentemente, quando “Israel” bombardeou a sinagoga Rafi-Nia, localizada na região central de Teerã, a qual foi completamente destruída em 7 de abril de 2026 por um ataque aéreo de precisão.
Eterno vitimismo
A acusação do cientista-político, Norman Finkelstein, que diz que o sionismo criou uma “indústria do Holocausto”, fica bem exemplificada quando lemos que quem compara “Israel” ao nazismo, “distorce a História e inverte papéis, transformando vítimas em algozes. O regime de Adolf Hitler tinha como objetivo o genocídio dos judeus, com escala e métodos historicamente singulares.”
Em que os judeus são vitimizados atualmente? A II Guerra já terminou há exatos 81 anos. E os sionistas é que estão vitimando os palestinos e praticando um genocídio, além da limpeza étnica, denunciada pelo intelectual “israelense” Ilan Pappé.
Quem, atualmente, quer inverter os papéis entre vítimas e algozes são os sionistas, que se escondem atrás do passado para cometer todo tipo de crimes contra os palestinos.
No último parágrafo, o autor alega que “O mais nocivo não é a crítica, que deve ser livre e protegida, mas o avanço do antissemitismo travestido de discurso político. O antissemitismo é o termômetro da democracia. Quando a minoria judaica é atacada, as demais também estão em risco. Sempre que um grupo é desumanizado, a sociedade regride.”
O problema é “quem decide que um discurso político é antissemitismo travestido? A Conib tem processado inúmeras pessoas por comentários e opiniões políticas. E esses inúmeros processos contra opiniões é que são o verdadeiro termômetro, indicando que não existe democracia no Brasil. E muito da culpa de não haver democracia no Brasil deve ser colocada na conta dos sionistas e das leis antirracismo, que servem muito mais para proteger os verdadeiros racistas.





