Professores do Sesi/Senai em São Paulo aprovaram o estado de greve em assembleia estadual unificada realizada na noite de 26 de março. A categoria rejeitou a contraproposta da direção patronal e definiu pacote de ações e estratégias de mobilização para retomar as negociações com respaldo dos docentes.
O Sesi ofereceu reajuste de 3,45% correspondente à inflação estimada mais 0,5% de aumento real, totalizando 3,86%. Os professores consideram o índice insuficiente diante do tamanho financeiro da instituição e das condições de trabalho nas escolas. O Sesi integra o Sistema S, que movimenta mais de 100 bilhões de reais por ano no país. Só o Sesi opera com orçamento nacional na casa dos 20 bilhões anuais. Em São Paulo, a principal unidade, os recursos são bilionários, sustentados por contribuições compulsórias da indústria.
A Federação dos Professores do Estado de São Paulo aponta contradição entre o orçamento bilionário e a proposta restrita. A categoria reivindica reajuste mínimo de 5%, índice compatível com outras negociações e com a capacidade financeira da entidade. Além do reajuste, o Sesi se recusa a discutir condições de trabalho nas unidades. Temas centrais do dia a dia docente permanecem fora da mesa de negociação.
A assembleia de 26 de março marcou escalada na tensão. Não há nova data para retomada das negociações. Os professores do Sesi/Senai enfrentam rotina com turmas numerosas, cobrança por resultados e falta de reconhecimento salarial.





