Milhões de iranianos foram às ruas nesta quinta-feira (9) para marcar os 40 dias desde o martírio do Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Ali Khamenei, de altos comandantes militares e de crianças assassinadas no ataque norte-americano e sionista contra o Irã. As principais mobilizações ocorreram em Teerã, mas houve também procissões e atos em centenas de cidades e condados do país.
Na capital iraniana, a procissão de luto começou pela manhã, saindo da Praça Jomhouri em direção ao local onde Khamenei foi assassinado, em 28 de fevereiro, no primeiro dia da agressão ilegal lançada pelos Estados Unidos e por “Israel” contra o território iraniano. A cerimônia seguiu até a noite, com palavras de homenagem ao dirigente iraniano, palavras de ordem e manifestações de apoio à continuidade de sua política.
Além de Khamenei, também foram assassinados familiares seus, assessores e alguns dos principais comandantes militares do país. Entre eles, estavam o major-general Abdolrahim Mousavi, o contra-almirante Ali Shamkhani e o major-general Mohammad Pakpour.
As homenagens desta quinta-feira também lembraram as crianças de Minab assassinadas pelos ataques imperialistas. Em um dos bombardeios mais mortíferos da guerra, logo no primeiro dia, os militares norte-americanos atacaram uma escola de meninas na cidade, assassinando mais de 170 crianças. Ao longo da ofensiva, os agressores também atingiram deliberadamente instalações civis e energéticas, provocando centenas de mortes.
A mobilização popular ocorreu um dia depois de o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciar um acordo de cessar-fogo de duas semanas, mediado pelo Paquistão, após a aceitação, por parte dos Estados Unidos, da proposta iraniana de 10 pontos. O anúncio veio depois de 100 ondas de ataques retaliatórios conduzidos pelas Forças Armadas iranianas contra os territórios palestinos ocupados por “Israel” e contra ativos norte-americanos em países da região.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) afirmou que o martírio de Khamenei teve um papel decisivo no fortalecimento da Revolução Islâmica e da República Islâmica. Segundo a organização, a resistência do povo, a unidade nacional e institucional, os 100 ataques fatais das Forças Armadas iranianas e a retirada humilhante dos inimigos foram parte das consequências políticas abertas pelo sangue do líder mártir durante a guerra imposta ao país.
“O fim da era sombria da arrogância na região veio pela bênção do sangue do líder mártir”, afirmou o CGRI em sua nota sobre os 40 dias do assassinato de Khamenei.
Ainda segundo o CGRI, o pensamento, a conduta, a orientação política e o comando de Khamenei nos terrenos da resistência, da independência, do progresso, da justiça, da unidade, da luta contra a opressão e da espiritualidade constituem “um sistema abrangente de direção e governo” para o país.
A corporação também reafirmou fidelidade ao novo Líder da Revolução Islâmica e da República, Saied Mojtaba Khamenei, escolhido pela Assembleia de Peritos após o martírio de Ali Khamenei. A eleição foi realizada com base no artigo 108 da Constituição e apresentada como um dever político e religioso diante da agressão imperialista.
Confira imagens das manifestações desta quinta-feira:




