Uma viatura da Polícia Militar atropelou uma mulher e uma criança na Rua Cônego Antônio Manzi, no Jardim Robru, zona leste de São Paulo, no domingo (10), enquanto as vítimas atravessavam a via. Mãe e filho foram socorridos e levados à UPA Júlio Tupy, e permaneciam internados sem divulgação oficial do estado de saúde até a última atualização. O caso foi registrado no 50º Distrito Policial, no Itaim Paulista, como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que os policiais se deslocavam para prestar apoio a outra ocorrência..
A mãe e o filho receberam atendimento após o impacto e foram encaminhados para a unidade de pronto atendimento da região. Até a última informação disponível, não havia boletim público detalhado sobre a gravidade dos ferimentos. A ausência de dados sobre o quadro clínico das vítimas aumenta a preocupação da família, que aguarda informações concretas sobre a recuperação e sobre a responsabilização dos agentes envolvidos.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar apuram as circunstâncias do atropelamento. O Instituto de Criminalística foi acionado para realizar perícia no local, etapa necessária para verificar velocidade, dinâmica da colisão, sinalização, posição das vítimas e conduta do motorista. A apuração ocorre depois da repercussão do crime na imprensa e nas redes sociais.
O caso também mostra como episódios envolvendo a polícia costumam ser tratados inicialmente pela versão oficial, que tenta reduzir o peso do ocorrido ao apresentar a viatura como veículo “em deslocamento para apoio”, sugerindo que os policiais teriam uma justificativa razoável para dirigir de forma apressada, imprudente e fora dos limites do código de trânsito.
Para a família, o ponto central é outro: duas pessoas foram atropeladas por uma viatura da PM enquanto atravessavam a rua. A prioridade, neste caso, deve ser a condição das vítimas, a responsabilização e a preservação de provas, não a proteção institucional dos policiais.
A investigação poderá apontar, a depender do nível de pressão pública sobre o caso, se houve imprudência, excesso de velocidade, falha no acionamento de sinais sonoros ou luminosos, ou outra conduta que tenha colocado pedestres em risco. Ao que tudo indica, os policiais, como já é uma prática costumeira nas corporações, dirigiam pelas ruas como se as leis de trânsito não existissem, já que, na prática, dificilmente elas seriam aplicadas contra eles.





