Um homem morreu depois de ser baleado por uma policial militar durante uma abordagem no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, no domingo (6).
A ocorrência aconteceu no Conjunto Habitacional Pirajussara. A Secretaria da Segurança Pública afirma que uma equipe fazia patrulhamento quando decidiu abordar o homem.
A versão da corporação sustenta que ele correu ao perceber a aproximação da viatura e, durante a perseguição, entrou em luta corporal com um policial. Ainda de acordo com a PM, teria tentado tomar a arma do agente. Uma segunda policial efetuou o disparo.
O homem foi levado ao Hospital Municipal do M’Boi Mirim, mas morreu. Posteriormente, a Polícia Militar informou que havia um mandado de prisão contra ele.
O caso foi registrado no 47º Distrito Policial como morte decorrente de intervenção policial e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
A existência de um mandado de prisão não explica nem justifica por si só uma morte durante uma abordagem. As circunstâncias do disparo precisam ser esclarecidas independentemente da versão fornecida pelos próprios agentes envolvidos.
Mortes em intervenções policiais fazem parte de um problema muito maior nas periferias brasileiras. A estrutura militarizada concede às corporações enorme poder sobre a população trabalhadora e transforma abordagens, perseguições e operações em situações nas quais qualquer pessoa pode acabar morta.
A dissolução da Polícia Militar e a organização de comitês populares de autodefesa são medidas necessárias para retirar das corporações esse monopólio armado contra a população.
Também é preciso legalizar todas as drogas. A proibição sustenta uma guerra permanente nas periferias, fortalece organizações criminosas e fornece ao aparato policial uma justificativa para invasões, revistas, perseguições e operações armadas.



