Causa Operária TV

Plantão Irã discute acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã

Impasse continua após os ataques de "Israel" contra o Líbano

Povo Iraniano

A edição desta quarta-feira (8) do programa Plantão Irã, transmitido diariamente pela Causa Operária TV (COTV), foi classificada como “histórica” por seus apresentadores. O tema principal não poderia ser outro: os desdobramentos de um acordo de cessar-fogo entre a República Islâmica do Irã, os Estados Unidos e “Israel”.

Ancorando o programa naquele dia, em substituição a Pedro Burlamaqui, Francisco Weiss abriu a edição destacando a relevância dos acontecimentos recentes:

“Hoje pode-se dizer que é um programa edição histórica devido à gigantesca vitória, gigantesca conquista, que teve ontem a República Islâmica do Irã.”

A partir de então, os apresentadores passaram a comentar a declaração emitida pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que anunciou uma trégua de duas semanas. Segundo o relato do programa, este cessar-fogo não foi uma concessão mútua diplomática tradicional, mas uma aceitação, por parte dos Estados Unidos e de “Israel”, de 10 condições iranianas.

Entre os pontos lidos pelo comentarista Victor Assis, destacam-se:

  • O compromisso de não agressão por parte dos EUA;
  • A continuidade do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz;
  • A aceitação do enriquecimento de urânio pelo Irã;
  • O pagamento de indenizações de guerra ao Irã;
  • A retirada das forças de combate estadunidenses da região.

Um dos pontos altos do programa foi a análise das publicações de Donald Trump nas redes sociais. O presidente dos Estados Unidos utilizou sua plataforma para classificar o acordo como um “grande dia para a paz mundial”, alegando que os EUA atingiram seus objetivos militares.

Contudo, os analistas da apresentaram uma visão divergente. A convidada Izadora Dias ressaltou a falta de confiabilidade do imperialismo, afirmando que, embora os EUA tenham sido derrotados e fiquem sem saída, “eles são conhecidos por não cumprir com o que prometem”. Ela lembrou que episódios passados de assassinatos e ataques ocorreram justamente durante períodos de negociação.

A bancada sugeriu que as postagens de Trump, que falavam em “Era de Ouro do Oriente Médio” e ajuda na reconstrução, seriam uma tentativa de maquiar uma derrota militar. Victor Assis ironizou as declarações do Pentágono, que afirmavam que a capacidade do Irã teria sido reduzida, apontando as contradições entre as declarações.

A despeito do anúncio de trégua, o programa relatou que “Israel” efetuou bombardeios contra o Líbano logo após o acordo. Esse movimento foi interpretado por Victor Assis como uma “operação de propaganda sionista” para evitar a desmoralização total diante da opinião pública interna israelense, que classificou o pacto como o “pior acordo diplomático da história”.

O programa também serviu como plataforma de convocação para cursos de formação política, como a História da Revolução Bolivariana e a História do Irã e da República Islâmica, previstos para os próximos meses.

Assista ao programa na íntegra:

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