Parceria COTV-DCO

Plantão Irã destaca impasse em Ormuz, censura e crise no Líbano

Programa diário da COTV em parceria com o DCO tratou ainda da liberdade de Ric Jones e da repercussão internacional da campanha dos Educadores em Luta em defesa do Irã

O Plantão Irã, programa diário da Causa Operária TV (COTV) em parceria com o Diário Causa Operária (DCO), exibido às 16 horas, dedicou sua edição desta terça-feira (14) ao impasse em torno do Estreito de Ormuz, à censura contra conteúdos em defesa do Irã nas redes sociais, à situação no Líbano e à repercussão internacional da campanha lançada pelos Educadores em Luta em solidariedade ao país persa.

Logo na abertura, os apresentadores destacaram a libertação de Ric Jones, colunista do DCO e militante do Partido da Causa Operária. Pedro Burlamaqui informou que a decisão do júri foi anulada e que Jones poderia deixar a prisão após cerca de 280 dias, classificando a notícia como resultado de uma longa batalha política e jurídica.

Em seguida, o programa retomou a repercussão da campanha dos Educadores em Luta em defesa do Irã. Segundo Burlamaqui, a iniciativa, centrada na camiseta com a frase “Lute como um iraniano”, ganhou projeção em diversos órgãos de imprensa ligados ao Eixo da Resistência. O apresentador destacou ainda a manifestação pública de Saied Mohamed Marandi, que divulgou o material nas redes sociais.

“Recebemos a notícia de que o doutor Saied Mohamed Marandi também publicou nas suas redes sociais uma mensagem divulgando o lançamento dos Educadores em Luta. Está aí ‘Lute como um iraniano’, destacando não só a camiseta, uma das faixas feitas pelos Educadores em Luta também em defesa do Irã. E por que a gente destaca especificamente esse companheiro? Porque ele participou, junto a pessoas ligadas ao governo iraniano, da mesa de negociações no Paquistão com os norte-americanos. É uma pessoa que está no centro dos acontecimentos e que, para a história do Irã e da Revolução Iraniana, é muito importante”, afirmou Burlamaqui.

Outro eixo do programa foi a situação no Líbano. Os comentaristas denunciaram a continuidade da agressão de “Israel” ao país após o anúncio do cessar-fogo e chamaram atenção para as conversações iniciadas entre representantes do Estado libanês e “Israel”, nos EUA, sem participação do Hesbolá. Segundo o programa, a resistência libanesa rejeitou as negociações e manteve os ataques contra posições israelenses na fronteira ocupada.

Victor Assis afirmou que os acontecimentos desmentem inteiramente a propaganda sionista e imperialista segundo a qual o Hesbolá seria o responsável pela guerra.

“O Hesbolá se pronunciou oficialmente sobre o cessar-fogo, se comprometeu com ele e cessou as operações que estava levando adiante. Tudo que ‘Israel’ precisava fazer era ficar quieto. Mas não: continuou demonstrando que toda essa conversa de que a guerra existia por causa do Hesbolá era mentira. Mentira do sionismo já é uma coisa esperada, mas é preciso destacar a participação da imprensa imperialista nisso e também do Estado libanês. Você tem um primeiro-ministro cuja prioridade é normalizar as relações com ‘Israel’ e transformar o país num tapete para que os Estados Unidos venham pisar em cima”, declarou.

Ao passar para os assuntos diretamente ligados ao Irã, o programa abordou a decisão do YouTube de derrubar vídeos em estilo Lego produzidos por grupos pró-Irã. Os apresentadores relataram que o governo iraniano condenou a medida como censura política. Segundo foi explicado no programa, o pretexto apresentado pela plataforma foi o de “conteúdo violento”, embora se tratasse de animações que alcançaram ampla audiência ao retratar a guerra e ironizar Donald Trump.

Francisco Muniz afirmou que o episódio confirma o caráter dirigido da censura nas plataformas.

“Temos uma demonstração de que toda a política de censura é direcionada para calar e esconder os inimigos do imperialismo. Isso ficou escancarado durante o genocídio na Faixa de Gaza e agora a gente está vendo a mesma coisa no caso do Irã e de quem defende o Irã. É óbvio que uma animação feita em Lego não tem nada de violento de fato. Mas eles usam isso como desculpa para tirar do ar algo que estava fazendo muito sucesso. No caso do Irã, fica até mais difícil sustentar esse tipo de censura, porque o governo iraniano é o governo de um país, não uma ‘organização terrorista’, e isso expõe ainda mais a arbitrariedade dessa política”, disse.

O tema principal da edição, no entanto, foi o que os próprios apresentadores chamaram de “bloqueio do bloqueio” no Estreito de Ormuz. Burlamaqui afirmou que, depois de o Irã restringir a passagem na área mais próxima do estreito, permitindo a travessia de navios aliados ou que aceitaram as condições impostas por Teerã, os EUA tentaram responder com um segundo bloqueio, mais à frente, em direção à saída para o oceano. Segundo ele, a operação mostrou sinais de fracasso, com novos navios deixando portos iranianos e cruzando o estreito.

“Donald Trump apresentou uma ideia sem precedentes de como iria desbloquear o Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irã: bloquear o estreito de novo. A ideia é a seguinte: o Irã bloqueia a parte mais próxima do estreito propriamente dito e deixa passar apenas os navios aliados ou que não estão participando da agressão e pagaram o pedágio que o Irã está impondo. Mais à frente, os Estados Unidos impõem um bloqueio para impedir a passagem desses navios. Esse é o plano. Na realidade, o que a gente vê é uma falência total. Ontem já tinham passado três navios por esse bloqueio e hoje temos mais notícias de navios deixando os portos iranianos em direção às suas rotas comerciais”, afirmou.

Ainda sobre Ormuz, o programa informou que o Irã classificou o bloqueio naval norte-americano como violação grosseira de sua soberania e alertou para as repercussões mundiais da medida. Também foram mencionadas declarações da China contra a operação e informes segundo os quais a Arábia Saudita e outros países da região pressionam o governo Trump a resolver a crise por meio de negociações, temendo o alastramento do conflito para outras rotas marítimas estratégicas.

Victor Assis avaliou que a manobra norte-americana expressa a dificuldade do imperialismo em encontrar uma saída para uma guerra em que o Irã saiu fortalecido.

“A impressão que dá é que, diante do sucesso militar iraniano, o governo norte-americano está tentando enrolar o máximo a situação para ver se aparece uma saída. Só que não há nada que indique que, com mais tempo, o imperialismo vai reverter a situação. Pelo contrário: a impressão é que, com mais tempo, a situação vai ficar pior para os Estados Unidos. Reino Unido, França e Alemanha não estão acompanhando o Trump. Então ele fica isolado, com derrotas militares, sem apoio popular, improvisando medidas absurdas. O bloqueio do bloqueio resume bem isso”, declarou.

Na parte final, os apresentadores ainda mencionaram informes da imprensa imperialista segundo os quais aumentou o número de soldados norte-americanos pedindo aposentadoria precoce desde o início da guerra.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.