Segundo pesquisa Genial/Quaest apresentada pelo jornal Estado de São Paulo, mais da metade dos brasileiros desconfia do Supremo Tribunal Federal (STF). A cifra é de 53% dos entrevistados, resultado mais negativo desde o início da pesquisa, em 2022.
A piora na confiança se intensificou entre agosto de 2025 e março de 2026, e se deve ao envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no escândalo do Banco Master.
Enquanto estes se esforçam para livrar o próprio pescoço do caso, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Flávio Dino seguem na contenção de danos, propondo formas de autocontrole que limpem a barra da corte. Os dois primeiros estão envolvidos no projeto do “código de ética”, enquanto Dino propôs uma mini “reforma judiciária” de 15 pontos, elogiada por Fachin.
A reforma não toca nos pontos centrais que causam a crise atual, como atuação de parentes de ministros em processos do STF, combate ao tráfico de influência e acúmulo de poder e ausência de qualquer controle popular sobre o judiciário
O envolvimento de ministros da corte com o escândalo do Banco Master é recente. No entanto, a desconfiança do povo brasileiro com o STF e o Judiciário de conjunto não é nova.
Conceitos como “rico não vai preso”, “cadeia é para pobre” e “pobre não tem direitos” são tradicionais e amplamente assimilados pela população, através da própria experiência de vida.
No caso do STF, a desconfiança se ampliou nos últimos anos com o protagonismo assumido pela corte nos processos de perseguição política como Mensalão, Lava Jato, prisão do presidente Lula e agora, recentemente, contra os manifestantes do 8 de janeiro, Jair Bolsonaro e seus seguidores.
As tentativas de “autocontrole” não resolvem, são apenas para manter tudo como está. É necessária uma reforma política de conjunto do Poder Judiciário, com a extinção do STF, com juízes eleitos pelo povo, com o fim dos cargos vitalícios, com mandatos com prazo determinado e revogáveis pelo povo, com salários iguais aos de um trabalhador qualificado, sem os atuais privilégios. Um judiciário sob controle popular.





