O Departamento de Guerra dos Estados Unidos tornou público um primeiro lote de arquivos sobre fenômenos aéreos não identificados, nos Estados Unidos, na sexta-feira (8). A divulgação incluiu vídeos, fotografias, relatórios técnicos e documentos antes sigilosos sobre objetos e fenômenos considerados anômalos. A medida foi determinada pelo presidente Donald Trump e apresentada pelo governo como ação de transparência. O material divulgado, no entanto, ainda não oferece conclusões definitivas.
Trump afirmou nas redes sociais que havia orientado seu governo a identificar e disponibilizar arquivos relacionados à vida alienígena, fenômenos aéreos não identificados e objetos voadores não identificados. A abertura ocorreu por meio de um portal oficial do Pentágono, com acesso público aos registros sem necessidade de autorização especial.
O aspecto mais importante da divulgação é militar. Os documentos envolvem registros feitos por órgãos do governo norte-americano sobre objetos ou eventos observados no espaço aéreo, tema que interessa diretamente à defesa, à vigilância, à segurança de instalações e à identificação de tecnologias desconhecidas. Que sensores registraram os fenômenos, onde eles ocorreram, se houve risco a aeronaves e se algum objeto representava tecnologia de outro país são perguntas que têm sido levantadas em meio à divulgação.
A publicação será gradual. Novos lotes devem ser lançados a cada poucas semanas, conforme os arquivos forem localizados, revisados e processados pelas autoridades. Parte do material ainda não passou por análise técnica aprofundada, embora tenha sido submetida a avaliações de segurança nacional antes da publicação, de modo que as forças armadas dos EUA não publicarão nada que possa comprometer suas posições ou mesmo a propaganda de guerra do país.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, defenderam a medida como tentativa de ampliar a transparência sobre o conhecimento do governo. O administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a agência seguirá acompanhando os dados disponíveis para aprofundar investigações e compartilhar futuras descobertas.



