O Partido da Causa Operária (PCO) realizará, no domingo, 27 de setembro, às 11 horas, o ato nacional “Rui Presidente”, na Praça Oswaldo Cruz, na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação reunirá Rui Costa Pimenta, presidente do PCO e candidato à Presidência, Antônio Carlos Silva, candidato a vice-presidente, e militantes de todo o País.
O encontro marcará uma nova etapa da campanha presidencial do Partido. Além de levar o programa do PCO às ruas, a mobilização denunciará a perseguição contra Pimenta e a tentativa de atingir a organização partidária em plena eleição.
A candidatura foi lançada em 8 de agosto, na Casa de Portugal, em São Paulo. É a primeira vez desde 2014 que o PCO apresenta chapa própria à Presidência. Em 2018 e 2022, o Partido apoiou Lula diante da ofensiva golpista, da prisão do dirigente petista e da cassação de seus direitos políticos.
Salário, trabalho e terra
A campanha está organizada em torno das palavras de ordem “Salário, trabalho e terra” e “Revolução, governo operário e comunismo”. Contra o programa dos bancos, dos grandes empresários e dos latifundiários, o PCO apresenta as reivindicações dos trabalhadores.
Na questão salarial, o Partido propõe aumento emergencial de 50%, salário mínimo de pelo menos R$7.500,00 e reajuste automático sempre que o custo de vida subir 3%. Para combater o desemprego, defende a redução da semana de trabalho para 35 horas, sem redução salarial, e a proibição das demissões.
O programa reivindica ainda a estatização do sistema financeiro, o fim da “independência” do Banco Central e o cancelamento das dívidas pública e dos trabalhadores com os bancos. Também exige a anulação das privatizações e uma Petrobrás 100% estatal, sob controle operário.
No campo, o PCO defende a expropriação do latifúndio, a ocupação das terras improdutivas e o assentamento imediato dos sem-terra. Entre as reivindicações democráticas estão a liberdade irrestrita de expressão, o fim do STF, a eleição de juízes e procuradores, a dissolução da Polícia Militar e o direito de autodefesa da população.
Essas medidas não são apresentadas como promessas que um candidato possa cumprir sozinho. O Partido utiliza as eleições para divulgar um programa de luta e convocar os trabalhadores a se organizarem para impor suas reivindicações.
Operação para intimidar o Partido
O ato acontecerá pouco mais de um mês depois da invasão da residência de Pimenta pela Polícia Federal. A ação ocorreu em 11 de agosto, apenas três dias após o lançamento de sua candidatura.
Os agentes chegaram à casa do dirigente às 6 horas da manhã e também fizeram buscas em um escritório ligado às atividades partidárias. A PF apreendeu o celular, o passaporte e discos rígidos de Pimenta. Apesar de todo o aparato, não encontrou dinheiro, joias, imóveis, carros de luxo ou qualquer sinal de enriquecimento.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$4 milhões em contas e bens de dirigentes, militantes e familiares do candidato, sem que houvesse condenação. É uma ação propagandística, pois nenhum membro do PCO tem uma fortuna que chegue perto dessa quantia.
A investigação procura transformar em crime a contratação de serviços jurídicos e gráficos para as campanhas do PCO. Os materiais foram produzidos, distribuídos nacionalmente e documentados nas prestações de contas. Além disso, a legislação eleitoral permite expressamente que empresas de filiados a um partido possam prestar serviços a esse partido.
A operação é o episódio mais recente de uma ofensiva que inclui censura, multas, inquéritos e dezenas de denúncias apresentadas por entidades do lóbi sionista. O PCO é perseguido por defender a Palestina, denunciar o genocídio promovido por “Israel” e combater a ditadura do Judiciário. Mais do que isso: o PCO é perseguido por ser a vanguarda da revolução proletária, o partido que procura aglutinar todos os oprimidos que querem lutar efetivamente contra a opressão.
A manifestação de 27 de setembro responderá a essa ofensiva com a ampliação da campanha nas ruas. O PCO chama os trabalhadores, a juventude e todos os que defendem os direitos democráticos a participar do ato na Praça Oswaldo Cruz.




