O Partido da Causa Operária (PCO) anunciou a convocação de uma manifestação para o Dia Internacional da Luta do Trabalhador. O ato de 1º de Maio ocorrerá no Theatro Municipal, em São Paulo, às 11h. Ao DCO, a Direção do Partido afirmou que a manifestação terá caráter classista e anti-imperialista, diferenciando-se dos atos convocados pela esquerda pequeno-burguesa e pelas centrais sindicais patronais.
Em 2025, o PCO também convocou um ato independente. Divulgado como “o único ato verdadeiramente classista do Dia Internacional da Luta dos Trabalhadores”, o chamado do Partido foi uma resposta à paralisia da esquerda e da própria Central Única dos Trabalhadores (CUT), que não organizou nenhuma manifestação para a data mais importante para os trabalhadores de todo o mundo.
Nesse sentido, em contraposição aos “showmícios” de centrais patronais como Força Sindical, UGT e CTB, o Partido da Causa Operária levantou um programa de reivindicações concretas, baseados nas necessidades mais urgentes do povo trabalhador: aumento emergencial de 100% no salário mínimo, redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais sem corte de salário, estatização da Petrobrás e do sistema financeiro, cancelamento da dívida pública e o fim imediato da “independência” do Banco Central.
A organização trotskista concentrou centenas de pessoas na Praça Oswaldo Cruz, organizando caravanas de militantes do Paraná, do Rio de Janeiro e do interior paulista. Outras organizações também participaram do evento, como a Frente Nacional de Lutas (FNL) e o Movimento Popular de Moradia (MPM).
No ato do ano passado, Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO e pré-candidato à presidência da República, fez um duro discurso contra a escalada repressiva do regime político brasileiro. Ele destacou o caráter histórico e revolucionário do Dia do Trabalhador, “não como um palco para propaganda eleitoral”, mas como símbolo da luta mundial pela emancipação da classe operária e pelo comunismo.
Logo em seguida, o dirigente denunciou a proibição da realização do ato na frente da Fiesp pela Polícia Militar de São Paulo.
“A Constituição diz que você pode fazer manifestação política sem necessidade de autorização prévia. Mas como fazer isso sem usar um carro de som?”, questionou.
Segundo ele, trata-se de “um truque para impedir manifestações públicas”, já utilizado anteriormente, como no ato contra a cúpula imperialista do G20 no Rio, reprimido também por ordem do governo Lula. Pimenta ainda denunciou que o Estado está se apropriando dos últimos direitos políticos da população e revelou que o Partido está sendo investigado pela Polícia Federal sob a acusação de terrorismo:
“Nós já estamos a meio caminho andado de uma ditadura, e vamos caminhar, se não houver resistência séria, para uma ditadura integral. […] Nós, aqui presentes, estamos sendo investigados por terrorismo. Essa é a realidade do Brasil em 2025.”





