Margem Equatorial

Os 40% de crescimento da Guiana e a sabotagem de Marina e Cia.

Política reacionária, de lesa-pátria, é apoiada por boa parte da esquerda, sob pretexto da defesa da preservação ambiental

A República Cooperativa da Guiana ou somente Guiana passa por um crescimento econômico sem precedente em sua história. Em 2023 o PIB do país aumentou cerca de 40% e a economia quadruplicou em 5 anos. A expectativa para 2026 é de um crescimento superior a 15%. As cifras que contrastam com o crescimento da maioria dos países do mundo, incluindo as potências imperialistas, a projeção dos EUA é de um crescimento de 2,3% em 2026. 

O “boom” econômico da Guiana, pequeno país do norte da América do Sul, iniciou-se com a descoberta de petróleo no país em 2015 pela a ExxonMobil na costa do país, com um total estimado em quase 11 bilhões de barris. A rápida prospecção e venda é a responsável pelo crescimento de tamanha magnitude. 

A crise econômica internacional, resultado do fechamento do Estreito de Ormuz, que paralisou o comércio de parte significativa do petróleo mundial e, consequentemente, aumentou o preço internacional do barril, desestabilizou a economia de muitos países, foi benéfica para a economia da Guiana. O aumento do preço internacional estimulou ainda a ampliação da produção, saindo de uma produção em dezembro de 2025, em torno de 892.000 barris por dia, atualmente já ultrapassa 920.000. 

O crescimento econômico se dá, mesmo com a política de rapina das grandes empresas imperialistas que controlam o petróleo da Guiana. De acordo com os contratos assinados do país com as empresas imperialistas, a Guiana fica com apenas 12,5% do lucro e mais 2% de royalties, um total de 14,5% do lucro total. Supostamente, depois que as empresas recuperarem seus investimentos, o país passaria a receber 50% mais 2% dos lucros.

Mesmo nessa situação de extrema exploração, o país, muito pobre, alcançou um grau de desenvolvimento considerável. Esses fatos mostram claramente a vantagem da exploração do petróleo na etapa, bem como a desvantagem da privatização do recurso.

No Brasil, como um potencial várias vezes superior ao da Guiana, onde somente a Margem Equatorial possui estimativas iniciais de de 30 bilhões de barris, as perfurações em fase de testes, somente puderam ser iniciadas pela Petrobras após anos de bloqueio e sabotagem por parte do Ibama, sob a gestão da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, numa clara atividade anti-nacional, em favor dos monopólios internacionais que estão ganhando rios de dinheiro com a crise atual e que não querem que o Brasil, por hora, aumente sua produção, o que poderia gerar enorme progresso na região Norte e Nordeste do País.

Essa política reacionária, de lesa-pátria, é apoiada por boa parte da esquerda, sob o pretexto da defesa da preservação ambiental, defendida por ONGs patrocinadas com recursos dos países imperialistas.

A situação da Guiana reforça também a necessidade de, além de explorar o petróleo, estabelecer a nacionalização do recurso, bem como a exploração exclusiva pelo estado nacional, via estatal.

Além disso, o Brasil, por meio da Petrobras, possui comprovada capacidade tecnológica – desenvolvida com recursos nacionais, que permitiria ao País explorar o petróleo com eficiência e alta lucratividade, por meio da Petrobrás reestatizada, 100% estatal, garantindo-se que os ganhos com o ouro negro fossem um fator de melhoria das condições de vida de todo o povo brasileiro.

É preciso derrotar a sabotagem, nacionalizar o petróleo e reestatizar a Petrobras sob o controle dos trabalhadores. 

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