A opinião negativa sobre uma mulher, certa ou errada, não pode virar crime. Essa é a ideia da chamada criminalização da misoginia e na qual buscaram enquadrar Neymar (de novo) em razão de suas declarações de homem para homem, dele, Neymar, para um juiz homem.
Lacombe, a zagueira identitária de Neymar, lançou um texto dizendo que é contra uma “punição a Neymar por declaração misógina”, pois “uma lei que apenas puna não vai nos levar a lugar algum”.
Ou seja, precisa da punição e algo mais. Não é bem que ela seja contra punição de Neymar por misoginia, mas que é preciso punição e algo mais, pois o “extraordinário” seria conseguir “transformações sociais”.
Lacombe afirma que se Neymar pegar um gancho em razão de misoginia, e ficar fora de jogos, em razão de uma discussão que teve com outro homem, “Neymar seria visto como vítima por muitos e não haveria espaço de diálogo para explicar que ele não é a vítima dessa história”.
Ora, se Neymar disse que o juiz estava “de chico” e, por conta disso, ele deveria ser suspenso de jogar futebol em razão da declaração supostamente ofensiva às mulheres, é claro que ele seria vítima de uma perseguição escandalosa e repressora. Inclusive fascista, e fundado em pura censura de opinião.
“Vamos supor que Neymar seja punido com ganchos e multa por ter associado menstruação à insensatez e falta de capacidade técnica. Isso causaria um furor na opinião pública. Neymar seria visto como vítima por muitos e não haveria espaço de diálogo para explicar que ele não é a vítima dessa história. Ficaríamos berrando de nossas trincheiras sem conseguir nos escutar.”
Ela ficaria berrando, não sozinha, mas com as cascavéis da Rede Globo, nas trincheiras da CIA/FBI, para instaurar um processo aberto de perseguição. E se é suposto que a opinião de Neymar com relação às mulheres é negativa (o que é falso), seria um processo de perseguição política puro e simples.
“No caso de Neymar, estaríamos usando uma munição pesada contra um erro considerado leve. Não estou dizendo que seja leve, estou chamando atenção para a percepção popular sobre o episódio”.
Acima ela reconhece que é um absurdo e que é covarde e não tem coragem de ir à fundo nessa política. Ir até o final na política de censura e repressão identitária. Ou seja, punir quem falar “está de chico” ou que manifestar opinião negativa sobre uma mulher, o que, destaque-se de novo, não foi o caso de Neymar.
Por outro lado, Lacombe se autodeclara mais conhecedora que o povo; iluminada, letrada, formada, e esse povo, essa “percepção popular”, precisa ser reprimida, mas não assim, tão descaradamente. Preto no branco, Lacombe acha que todo integrante do povo, ou seja, todo pobre tem que ser preso. Essa é a política dela, na realidade, e é isso que ela e outros “letrados” não tem coragem de falar abertamente.
Lacombe diz: “transformar a punição em letramento”. Vamos tirar a desonestidade demagoga e safada dessa declaração e vamos falar o que ela, Lacomba, com muita vergonha quer dizer: “pobres tem que ir pra cadeia”, especialmente se gostarem de futebol e de Neymar.
Na cabeça dela, “Neymar poderia ter que passar alguns meses frequentando vítimas da violência praticada por homens contra mulheres”. E o que isso ajudaria a reduzir a violência contra as mulheres? Nada. Na realidade, a mulher nessa política assume um papel passivo. O homem é que tem mudar.
Como uma boa fascista, Lacombe quer obrigar Neymar a “ser envolvido nos recursos da Lei Maria da Penha para trabalhar com sobreviventes por exemplo. Poderia ser obrigado a ler livros, a ter aulas”. Isso é fascismo, não parece porque está camuflado atrás dos direitos das mulheres, mas é fascismo obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer algo em razão de uma opinião.
O que é progressista é conquistar o direito da mulher de se armar, de se defender diante de qualquer agressão, de homens, de outras mulheres, de jovens, ou da Polícia Militar, de qualquer um. A garantia de que, diante de qualquer ameaça aos seus direitos sociais e democráticos, tenha todas as condições possíveis de reagir à altura.





