Benito di Paula morreu em 18/10, em São Paulo, aos 84 anos. Tratava um câncer de próstata e estava internado no Hospital 9 de Julho. Sua equipe confirmou a morte. O público poderá se despedir do artista no Theatro Municipal em 20/10; o sepultamento será reservado à família.
Antes de se tornar Benito di Paula, Uday Veloso saiu de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e começou a cantar em boates. O piano o acompanhou dos primeiros palcos às apresentações para grandes plateias. Na década de 1970, suas composições passaram a circular amplamente em discos, no rádio e na televisão.
Retalhos de Cetim, de 1973, tornou-se sua canção mais conhecida. Charlie Brown, Se Não For Amor e Tudo Está no Seu Lugar também entraram no repertório de seus admiradores. Outros músicos gravaram suas obras, no Brasil e fora dele. A permanência dessas músicas atravessou mudanças no mercado fonográfico e nos hábitos do público.
A imprensa usou a expressão “samba-joia” para classificar seu trabalho. Benito rejeitava o rótulo. Sua música juntava o samba, o piano e temas românticos sem depender da aprovação de uma categoria criada para enquadrá-la. O êxito popular foi mais duradouro do que a discussão sobre o nome do estilo.
Benito continuou a se apresentar e gravou com o filho, Rodrigo Vellozo. A morte interrompe suas apresentações, mas suas composições permanecem nas vozes de outros cantores e de um público que aprendeu a cantá-las com ele.





