A Meta derrubou a conta do artista Versophilia no Instagram na sexta-feira (15), depois de uma série de publicações de esquerda. O artista criou outra conta na rede digital, mas ela também foi apagada pouco depois, ampliando a denúncia de censura contra conteúdos em defesa da Palestina, da luta pela terra e contra o imperialismo.
Versophilia se apresenta como artista popular, defensor das lutas dos povos e apoiador da imprensa popular. Em entrevista ao jornal A Nova Democracia, o artista disse que vinha publicando versos e artes de agitação com mais frequência, tratando de temas como anti-imperialismo, luta pela terra e violência policial. Ele afirmou que, na semana anterior à queda da conta, intensificou publicações sobre assuntos sensíveis para os censores e que esses conteúdos estavam alcançando público maior.
Segundo Versophilia, o Instagram não apresentou explicação clara antes de apagar seu perfil. Para ele, o motivo é político: publicações contra o imperialismo, contra o sionismo e em defesa da terra sofrem derrubadas ou resultam na exclusão de contas.
A Meta controla canais essenciais de comunicação pública e pode, sem processo transparente, retirar do ar artistas, jornalistas e militantes. Quando a censura atinge conteúdos em defesa da Palestina, ela não é apenas uma decisão técnica de moderação: torna-se parte da disputa internacional em torno da guerra, da ocupação e da tentativa de calar vozes contrárias ao imperialismo.
Versophilia afirmou que seguirá publicando, mesmo que precise criar novas contas.




