A Polícia Militar da Bahia assassinou 11 pessoas no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, após a morte do cabo da PMBA Glauber Rosa Santos, de 42 anos, supostamente baleado na cabeça na madrugada de terça-feira (3), durante atendimento de ocorrência no Vale das Pedrinhas.
A chacina foi conduzida como ação de vingança. Na terça-feira (3), oito pessoas foram assassinadas durante a ofensiva da PM. Na quinta-feira (5), outras três mortes foram registradas — uma no Vale das Pedrinhas e duas no Nordeste de Amaralina, bairros que integram o complexo.
A PM e a Secretaria de Segurança Pública alegam que os assassinados seriam suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV) e citam antecedentes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e roubo. A versão oficial também afirma que as mortes ocorreram em “confrontos”.
A SSP-BA declarou que a ofensiva integra uma operação de reforço do policiamento no Complexo do Nordeste de Amaralina e que seguirá por tempo indeterminado. O DHPP conduz a investigação da morte do cabo Glauber, com apoio de setores operacionais da Polícia Civil e da Core. Em nota, o delegado-geral André Viana afirmou que a corporação atuará para “responsabilizar os envolvidos”, aplicando, na prática, a pena de morte. Funcionamento similar ao observado nas últimas chacinas na Baixada Santista, no litoral paulista.





