O jornal Metrópoles, nesta segunda-feira (18), publicou uma matéria afirmando que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro mudou sua versão sobre a participação na produção de Dark Horse, cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro, e admitiu ter investido R$ 350 mil no projeto, além de ter assinado contrato com poderes de gestão financeira sobre a obra.
O ex-deputado havia afirmado nas redes sociais que não exercia função de gestão no filme, e que sua participação estaria limitada à cessão dos direitos de imagem. Em nova declaração, Eduardo Bolsonaro reconheceu que o aporte financeiro foi feito para viabilizar a contratação do diretor de Hollywood Cyrus Nowrasteh. Segundo Eduardo, o objetivo era garantir que o cineasta pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto.
“Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, afirmou o ex-deputado nas redes sociais, na última sexta-feira. Essa situação surge após um vazamento publicado pelo jornal Metrópoles envolvendo um suposto financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao filme “Dark Horse”
Setores da imprensa acreditam que esse suposto financiamento do filme envolvendo o banqueiro e o atual pré-candidato da república Flávio Bolsonaro teria gerado um desgaste entre eleitores e apoiadores dessa pré candidatura. Nesse sentido, o jornal O Globo apresentou uma viagem de Flávio Bolsonaro para São Paulo durante essa semana, com reuniões marcadas junto a empresários e investidores da Faria Lima para tentar preservar sua candidatura.
De acordo com interlocutores ouvidos por O Globo, Flávio tentará reafirmar diante da Faria Lima seu compromisso com uma agenda liberal na economia, baseada em redução de impostos, desburocratização e fortalecimento da relação com o setor privado. O objetivo da ofensiva é transmitir sinais de previsibilidade e estabilidade ao empresariado após a turbulência provocada pelo caso.
Ainda sobre o tema Banco Master e as divulgações feitas pelo O Globo, a Polícia Federal revelou uma tentativa de invasão ao celular do colunista Lauro Jardim, de O Globo. A ação de hackers teria sido mandada pelo próprio banqueiro. De acordo com a investigação, a estratégia envolvia marcar uma falsa reunião virtual com Lauro Jardim e enviar um link fraudulento para obter acesso aos dados do celular do jornalista.
Nas conversas, Vorcaro afirma: “Preciso hackear esse Lauro”. Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, respondeu: “Vou mandar fazer isto”. Em seguida, disse ter acionado “os meninos”, grupo apontado como responsável pelos ataques cibernéticos.
De acordo com o jornal Brasil 247 a PF afirmou que o grupo “Os Meninos” era especializado em invasões telemáticas, monitoramento ilegal e derrubada de perfis digitais. Os hackers, segundo a apuração, recebiam cerca de R$ 75 mil mensais e atuavam subordinados a Mourão, que morreu após ser preso em uma fase anterior da operação.





