Palestina

Mais de 2 mil britânicos participaram de guerra contra Gaza

No total, eles faziam parte de um contingente de mais de 50 mil soldados com cidadania israelense e pelo menos uma nacionalidade adicional

Dados recém-desclassificados revelam que mais de dois mil cidadãos britânicos serviram nas Forças de Ocupação Israelenses durante o genocídio em Gaza. Os números reforçam a responsabilidade legal das autoridades britânicas em relação aos crimes de guerra praticados contra os palestinos.

Os dados, obtidos pelo portal Declassified através de uma solicitação enviada às Forças de Ocupação pelo advogado Elad Man, da ONG Hatzlacha, detalham o número de soldados com dupla ou múltiplas nacionalidades.

Os registros mostram que 1.686 britânicos-israelenses e outros 383 indivíduos com nacionalidade britânica, israelense e de outros países eram membros das Forças de Ocupação em meio à agressão à Gaza. No total, eles faziam parte de um contingente de mais de 50 mil soldados com cidadania israelense e pelo menos uma nacionalidade adicional.

Segundo relatos, as maiores cotas de dupla nacionalidade vêm dos EUA, Rússia, Ucrânia, França e Alemanha. Antes desta divulgação, os dados públicos cobriam apenas os chamados “soldados solitários” do Reino Unido — cidadãos sem cidadania israelense — cujo número era citado como sendo de apenas 54 pessoas.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido não quis comentar os dados, mas confirmou que não coleta informações sobre o número de britânicos servindo nas Forças de Ocupação.

As descobertas seguem reportagens anteriores do colaborador do Declassified, Hamza Yusuf, que documentou britânicos servindo em algumas das unidades de combate mais fascistas de “Israel” em Gaza, onde combatentes palestinos eram descritos como “ratos” e “animais”.

Entre os identificados estavam:

  • Levi Simon: supostamente visto “remexendo em gavetas de roupas íntimas de mulheres palestinas forçadas a fugir de suas casas”.
  • Sam Sank: Sargento de Londres que filmou a si mesmo lutando em Gaza. Ele afirmou ao The Times que, com base em seus conhecidos nas Forças de Ocupação, acredita haver “centenas, senão milhares” de outros britânicos combatendo.

“Não deve haver impunidade onde evidências confiáveis ligam cidadãos britânicos a graves violações do direito internacional”, afirmou Paul Heron, advogado do Public Interest Law Centre (PILC).

No ano passado, a unidade de crimes de guerra da Polícia Metropolitana recebeu uma queixa de 240 páginas contra dez britânicos servindo nas Forças de Ocupação. O dossiê acusa os suspeitos de:

  • Assassinato seletivo de civis e agentes humanitários (incluindo disparos de franco-atiradores).
  • Ataques indiscriminados contra áreas civis.
  • Soldados solitários e apoio oficial

Além dos cidadãos com dupla nacionalidade, mais de 50 “soldados solitários” da Grã-Bretanha serviram durante o período. Em anos anteriores, o governo do Reino Unido ofereceu apoio a esses combatentes.

Um exemplo é Chaim Schryer, de Manchester, que serviu na unidade Netzah Yehuda — unidade que os EUA consideraram sancionar em 2024 por graves violações de direitos humanos. Em 2021, Schryer foi convidado a bordo do navio HMS Richmond da Marinha Real Britânica, usando seu uniforme da unidade israelense.

Em janeiro de 2024, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) alertou todos os estados membros da ONU sobre o risco sério de genocídio em Gaza. Além disso, sob a Lei de Alistamento Estrangeiro de 1870 do Reino Unido, é crime para britânicos “lutar por um estado estrangeiro em guerra com outro estado com o qual o Reino Unido esteja em paz”.

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