Um dos apresentadores do podcast Podcast 3 Irmãos revelou que o programa sofreu pressão direta de setores sionistas para impedir entrevistas com Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), e com o jornalista Breno Altman. Segundo o relato, Pimenta chegou a ser expressamente proibido de entrar no local onde o podcast era gravado.
A denúncia foi feita durante uma conversa sobre convidados que, ao longo da história do programa, sofreram tentativas de veto. Questionado sobre como pessoas de fora poderiam interferir na escolha dos entrevistados, o apresentador explicou que, naquele período, o Podcast 3 Irmãos utilizava um espaço em São Paulo financiado por sionistas.
“Esse lugar era um lugar de sionistas, sionista que colocava a grana lá”, afirmou. Segundo ele, os próprios integrantes do programa ainda não tinham uma posição política clara sobre a questão palestina e chegaram a adotar posições favoráveis a “Israel”.
A situação começou a mudar à medida que o podcast passou a convidar pessoas consideradas indesejáveis pelos responsáveis pelo local.
O caso mais revelador relatado pelo apresentador envolveu Rui Costa Pimenta. Segundo ele, quando a equipe informou que pretendia entrevistar o presidente do PCO, recebeu uma ordem direta:
“Não, esse cara não entra aqui, não. Esse cara não entra aqui, não. Pode trocar aí e chamar outro.”
Diante da proibição, o episódio acabou não sendo realizado naquele momento.
O PCO é sabidamente a única organização política que enfrenta abertamente o sionismo, defendendo o direito do povo palestino à resistência e denunciando o genocídio promovido por “Israel” na Palestina.
Ao contrário dos demais partidos que se dizem de esquerda, o PCO não acompanha a campanha de calúnias contra a resistência palestina. O Partido defende abertamente o Hamas como uma organização da resistência nacional palestina e rejeita sua classificação como “terrorista”, utilizada por “Israel”, pelos Estados Unidos e pelos demais governos imperialistas para justificar a repressão ao povo palestino.
O apresentador ainda contou que, por ocasião de outra entrevista, a equipe chegou ao estúdio e encontrou bandeiras de “Israel” espalhadas pelo espaço. Os seguranças teriam informado aos integrantes do podcast que haviam investigado um dos convidados e o consideravam um “terrorista”.
Segundo o relato, os seguranças afirmaram ainda que o homem treinaria integrantes do Hamas e que estavam preparados para reagir caso ocorresse algum atentado. O apresentador afirmou que a equipe foi levada até uma sala onde havia armas e munições sobre uma mesa, inclusive armamento de grosso calibre.
Assustados com a situação, os responsáveis pelo Podcast 3 Irmãos decidiram cancelar a entrevista poucos minutos antes de sua realização.
Depois de abandonar o espaço onde havia ocorrido o veto a Pimenta, o Podcast 3 Irmãos passou a gravar em outro local. Foi então que marcou uma entrevista com Breno Altman, conhecido por suas posições contra o sionismo e em defesa da causa palestina.
A pressão, porém, continuou. Segundo o apresentador, integrantes do lobby sionista telefonaram diretamente para a equipe do programa. Ele afirmou possuir gravações dessas conversas.
A mensagem, de acordo com seu relato, era explícita: Altman seria alguém que “não pode ter voz”.
“Vocês convidaram um cara que não pode ter voz. Vocês convidaram um cara que não pode ir no podcast de vocês”, teria dito um dos interlocutores.
As ameaças incluíam consequências econômicas e profissionais. O podcast perderia patrocinadores, convidados e teria portas fechadas caso mantivesse a entrevista.
“Esse cara vai estragar o podcast de vocês. Esse cara vai fechar todas as portas para vocês. Vocês vão perder todos os patrocinadores, vão perder todos os convidados”, relatou o apresentador.
A equipe decidiu não ceder. Segundo ele, Breno Altman já participou do programa 17 vezes e tornou-se provavelmente o convidado que mais esteve no Podcast 3 Irmãos.





