A esquerda, de modo geral, trata de maneira equivocada a questão do racismo e sua criminalização. Essa confusão aparece no artigo Contra a instrumentalização do antissemitismo, de Aldo Cordeiro e Daniela Fajer, publicado no sítio Revista Movimento na quarta-feira (11).
O artigo traz um “manifesto elaborado durante visita de Norman Finkelstein ao Brasil propõe combater o antissemitismo sem hierarquias entre opressões e foi entregue ao governo federal”, que não explica o que seria o tal combate ao antissemitismo, etc. A única coisa que propõe é a aplicação rigorosa de lei já existente contra o racismo.
No entanto, como este Diário já explicou, essa lei foi criada, e a experiência o comprova, para proteger os verdadeiros racistas, os sionistas, que cometem, apoiados pelas democracias liberais, todo tipo de atrocidades contra os palestinos.
Aplicar “com rigor” uma lei que pune um crime subjetivo servirá para quê? Um crime tem que ser objetivo. No caso do racismo, por exemplo, seria crime uma pessoa de determinada raça ser impedida de frequentar lugares públicos, ser demitida de um emprego, etc. Por outro lado, se um indivíduo, por algum motivo, não gosta de negros, índios, orientais, ou qualquer etnia, e expressa isso, não pode ser considerado crime, pois se trata de uma opinião, uma subjetividade.
Um dos truques dos sionistas, é justamente utilizar a subjetividade para incriminar. Críticas ao Estado de “Israel” são tratadas como antissionismo “disfarçado”. Portanto, basta alguma entidade sionista comprar um juiz, ou o ministério público, dinheiro não falta, e vai poder perseguir seus críticos.
Segundo o texto, além do projeto de Tabata Amaral (cria do sionista Jorge Paulo Lemann), que pretende tornar crime críticas ao Estado de “Israel”, “outros setores, também alinhados a Tel Aviv, pressionam por dentro do governo pela elaboração de uma ‘definição brasileira’ de antissemitismo, apresentada em seminário realizado no próprio Palácio do Itamaraty, em abril. Ambas partem do mesmo pressuposto: a ideia de que o combate ao antissemitismo, pela unicidade do Holocausto, exige uma definição oficial e diferente de todas as outras formas de racismo.”
Com essa investida do sionismo contra a liberdade de expressão, diversas pessoas e entidades elaboraram um documento, com 400 assinaturas, intitulado Nunca mais sem exceção: por uma política antirracista universal e soberana. E a questão que já se pode colocar de início, é que nenhuma política anti qualquer coisa terá efeito se não forem alteradas as bases materiais da sociedade. Por isso que essas iniciativas sempre descambam para a criação de leis e algum tipo de repressão.
Conforme o próprio texto defende, “o antissemitismo é uma forma de racismo e deve ser combatido com base na Constituição Federal” Alguma lei, ou aprisionamento de pessoas, terá o poder de acabar com o racismo, com o ódio? Não.
O que já era ruim…
Em vez de combater esse tipo de lei subjetiva, o documento “[reconhece] a urgência do combate de todas as formas de racismo, incluindo o antissemitismo, a islamofobia, o racismo anti-árabe, a xenofobia e o racismo contra pessoas negras e populações indígenas.” Em outras palavras, ampliam e reforçam o problema.
Desses grupos citados acima, apenas os sionistas contam com uma rede bilionária, lobbies espalhados pelo mundo, grupos de pressão que vão continuar processando opositores pelo mundo. O preconceito contra árabes, ou contra estrangeiros, é amplamente disseminado e ninguém vai fazer nada contra isso, apenas o antissemitismo é que terá importância.
Os signatários do manifesto dizem que recusam “que a luta contra o antissemitismo seja excepcionalizada e seja instrumentalizada para silenciar a solidariedade ao povo palestino, blindar um Estado estrangeiro acusado de crimes contra a humanidade ou estabelecer hierarquias entre vítimas de discriminação.” Mas é isso que vai continuar acontecendo.
No Brasil, por exemplo, soldados israelenses, criminosos de guerra, entram e saem tranquilamente do País, fazem turismo, enquanto a Polícia Federal impede que palestinos entrem no Brasil. Isso só poder ser ordem do Mossad.
Diz o documento que “o Brasil possui tradição constitucional antirracista própria e marco legal robusto, expresso na Lei nº 7.716/1989.”, e quem vai prender os policiais federais, ou seus chefes, que barram nos aeroportos determinados tipos de pessoas e liberam outras?
O manifesto elenca cinco princípios:
“1. Definir antissemitismo não acaba com o antissemitismo.” Verdade, mas a lei também não vai. De forma vaga, atestam que “em vez de codificar definições, [convocam] o governo e a sociedade a comprometerem-se com o desmonte do antissemitismo, junto com todas as formas de opressão e preconceito, como prática política concreta e cotidiana” Como seria isso?
“2. Combate ao antissemitismo dentro do marco antirracista brasileiro.” Aqui dizem que “o desafio brasileiro não é a ausência de legislação, mas a aplicação consistente e não seletiva da lei que já existe.” O que não percebem é que a seletividade é econômica. Quem tem dinheiro é que manda. Se existe uma lei que dá margem para interpretações subjetivas, ela será usada.
“3. Reconhecimento do racismo estrutural como fundamento de toda política antirracista.” Eis aí uma influência do identitarismo, uma ideologia direitista e autoritária.
Não existe racismo estrutural, ainda que exista o racismo. Repetem tanto a expressão que já dão como certa a tal “estrutura” que ninguém provou que existe. O máximo que fazem é falar do vago “legado escravocrata e colonial que organiza as desigualdades da nossa sociedade e afeta de forma desproporcional as populações negra e indígena.”
O documento propõe ainda que “toda política de enfrentamento ao antissemitismo deve ser formulada e implementada em paralelo a estratégias equivalentes — com orçamento, indicadores e prazos comparáveis — de enfrentamento à islamofobia, ao racismo anti-árabe, à xenofobia, e ao racismo estrutural contra negros e indígenas.”
Alguém acredita que vão equipar islamofobia, etc., com o “antissemitismo”?
É preciso desmascarar essa farsa. A questão não o antissemitismo, é o sionismo. Os sionitas estão dizendo que sionista e judeu são o mesmo, não existira separação. Portanto, quem critica o sionismo, ou o “Estado judeu” – como muito costumam dizer –, estará sendo antissemita.
Os sionistas não são os oprimidos, são os opressores, os racistas, que se escondem atrás de uma definição que esse manifesto apenas reforça.
Não adianta dizer que “O governo federal deve posicionar-se contra o uso do conceito de antissemitismo para criminalizar essa expressão e garantir proteção a ativistas e organizações processados com base em acusações infundadas — inclusive por meio de assistência jurídica e monitoramento pelos órgãos de direitos humanos.” A PF está barrando palestinos nos aeroportos, o Ministério Público está aceitando denúncias por críticas políticas ao Estado de “Israel”.
Ficar esperando que o governo faça alguma coisa, enquanto suas instituições agem sob ordens do sionismo, é se recusar a enxergar a realidade.
Apenas a luta política sistemática, contra o sionismo, não contra o racismo abstrato, é que poderão colocar algum freio nessa gente.
É preciso denunciar em toda parte, em jornais, nas redes sociais, em debates, informar os trabalhadores o que está acontecendo.
Para barrar os sionistas é preciso expor ainda mais seus crimes, desmascarar seus truques. É preciso também denunciar o governo, que não rompe com os genocidas e permite que se processe e condene quem critica esse Estado genocida e inimigo da humanidade.
A esquerda precisa entender que esse “combate ao racismo” está na raiz do problema. Perseguir opiniões é o que fortalece o sionismo e permite que continue calando quem se opõe a essa monstruosidade.





