O processo judicial movido pela Confederação Brasileira Israelita (Conib) contra o presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, trouxe à tona um fato que a propaganda sionista tenta esconder a todo custo: a oposição radical de autoridades religiosas judaicas à existência do Estado de “Israel”. Ao arrolar o rabino norte-americano Yisroel Weiss como testemunha de defesa, a ação expõe a falsidade da tese que tenta equiparar a crítica ao regime israelense ao ódio contra os judeus.
O argumento central da Conib é de que propor o fim do Estado de “Israel” seria um ato de racismo e antissemitismo. No entanto, a presença e o depoimento de Weiss — uma autoridade religiosa que carrega todos os sinais externos do judaísmo tradicional — destroem essa narrativa. Para o rabino, o sionismo não apenas é distinto do judaísmo, como é o seu principal inimigo.
Para Weiss, o judaísmo é uma religião de raízes imemoriais, enquanto o sionismo é um movimento político surgido recentemente, no século XIX. A tentativa de fundir as duas coisas é uma operação de propaganda que visa transformar o Estado de “Israel” em uma “entidade sagrada” e imune a críticas.
O rabino Weiss esclarece que, do ponto de vista religioso e político, a existência do Estado de “Israel” é uma violação dos preceitos judaicos. Ele afirma categoricamente que as ações criminosas cometidas pelo sionismo são as verdadeiras responsáveis por atrair o ódio contra as comunidades judaicas em todo o mundo. Ou seja: o sionismo coloca os judeus em perigo para garantir a manutenção de um enclave político e militar.
Um dos pontos mais contundentes do depoimento de “Weiss” refere-se à identificação das vítimas do antissemitismo. O rabino observa que os sionistas, muitas vezes vestindo ternos e com o rosto barbeado, não são imediatamente identificados como judeus nas ruas. Já os judeus religiosos, com suas vestimentas características, barbas e chapéus, são os que sofrem as represálias e o maltrato gerado pela revolta popular contra os crimes de “Israel”.
Essa distinção desmonta a pretensão da Conib de representar “todos os judeus”. Na verdade, a organização atua como um braço do lobby sionista, protegendo uma facção política enquanto as autoridades religiosas dissidentes são silenciadas ou perseguidas.
O fato de haver mais judeus vivendo fora de “Israel” do que dentro do país, somado à existência de lideranças religiosas como Yisroel Weiss que se opõem ao Estado sionista, prova que “Israel” é uma entidade política como qualquer outra, sujeita ao debate e à contestação.
Diante desses fatos, o projeto de lei encabeçado por Tabata Amaral, que visa interditar as críticas ao sionismo, revela-se como um esforço para proibir a mera exposição da realidade. Se a lei for aprovada, o Brasil chegaria ao paradoxo de considerar criminoso o depoimento de um rabino que denuncia os crimes cometidos em nome de sua própria fé.





