Partido da Causa Operária

João Pimenta: é preciso defender os oprimidos incondicionalmente

Dirigente nacional do PCO realizou intervenção durante manifestação em defesa da Palestina e do Irã em São Paulo

Durante manifestação em defesa da Palestina e do Irã realizada neste domingo (29), na Praça Oswaldo Cruz, em São Paulo, João Pimenta, membro da Direção Nacional do PCO, defendeu a solidariedade ao povo iraniano, à Palestina, ao Líbano e às organizações que enfrentam o imperialismo norte-americano no Oriente Próximo. Em sua fala, Pimenta afirmou que os acontecimentos do último mês demonstraram ser possível derrotar o imperialismo e conter a máquina de guerra de “Israel”.

Logo no início de sua intervenção, o dirigente transmitiu, em nome do Partido da Causa Operária, uma mensagem de solidariedade à República Islâmica do Irã e aos que, segundo ele, enfrentam uma luta dura diante da agressão imperialista. Pimenta também mencionou as perdas sofridas pelos iranianos no conflito recente.

“O Eixo da Resistência que passa por Teerã, que passa no Líbano, na Palestina, no último mês, demonstrou que sim, é possível derrotar o imperialismo norte-americano. Nesse último mês, eles mostraram que é possível parar a máquina de guerra de ‘Israel’. Esses companheiros, tanto do Hesbolá, do Hamás, da Jiade Islâmica, do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI), eles mostraram que nós não temos que ter medo do imperialismo.”

Ao tratar da situação política no Brasil, Pimenta declarou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vem correspondendo, segundo sua avaliação, à necessidade de solidariedade aberta aos povos atacados pelo imperialismo. Ele defendeu que a esquerda pressione o governo brasileiro a romper relações com “Israel” e a se posicionar de maneira inequívoca contra a ofensiva conduzida pelo Estado sionista, pela OTAN e pelos Estados Unidos.

“Nós temos que exigir que o governo rompa relações com o Estado sionista de ‘Israel’, exigir que o Brasil se manifeste inequivocamente contra o Estado terrorista de ‘Israel’, contra os mafiosos imperialistas da OTAN e dos Estados Unidos.”

Na parte final da fala, João Pimenta afirmou que a defesa dos povos oprimidos deve ser feita sem reservas políticas ou religiosas. Segundo ele, o essencial é apoiar aqueles que estão na linha de frente do enfrentamento ao imperialismo, independentemente do caráter religioso que assuma a mobilização desses povos.

“É importante que nós, na esquerda brasileira, mas em todo o mundo, façamos uma exigência dos nossos companheiros: nós temos que defender os povos oprimidos incondicionalmente. Se eles são islâmicos, se eles não são, nada disso importa. O povo iraniano escolheu lutar sob a bandeira da República Islâmica, sob a bandeira do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI). Então, nos nossos corações, nossa solidariedade tem que estar com aqueles que estão na linha de frente.”

Pimenta encerrou a intervenção com palavras de apoio ao Irã, à Palestina, ao Líbano e ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI).

Leia a fala abaixo na íntegra:

Nessa importante manifestação em defesa do povo palestino, do povo iraniano e de todos os povos que se levantam nesse momento contra o imperialismo norte-americano, queria, companheiros, antes de tudo, expressar aqui a nossa mensagem em nome do Partido da Causa Operária de solidariedade com todos na República Islâmica do Irã. Que nesse momento estão numa luta duríssima e enfrentaram muitas perdas e sofrimentos, particularmente o martírio do irmão Ali Kamei.

Companheiros, eu gostaria também de colocar uma questão: o Eixo da Resistência que passa por Teerã, que passa no Líbano, na Palestina, no último mês, demonstrou que sim, é possível derrotar o imperialismo norte-americano. Nesse último mês, eles mostraram que é possível parar a máquina de guerra de “Israel”. Esses companheiros, tanto do Hesbolá, do Hamás, da Jiade Islâmica, da Guarda Revolucionária, eles mostraram que nós não temos que ter medo do imperialismo.

Companheiros, mesmo diante dessa amostra de bravura, de coragem, nós temos que colocar uma questão. O nosso governo, o governo do presidente Lula, que nós ajudamos a eleger, está deixando a desejar em relação à solidariedade com esses companheiros. Nós temos que exigir que o governo rompa relações com o Estado sionista de “Israel”, exigir que o Brasil se manifeste inequivocamente contra o Estado terrorista de “Israel”, contra os mafiosos imperialistas da OTAN e dos Estados Unidos.

Companheiros, eu queria passar aqui uma mensagem. É importante que nós, na esquerda brasileira, mas em todo o mundo, façamos uma exigência dos nossos companheiros: nós temos que defender os povos oprimidos incondicionalmente. Se eles são islâmicos, se eles não são, nada disso importa. O povo iraniano escolheu lutar sob a bandeira da República Islâmica, sob a bandeira da Guarda Revolucionária. Então, nos nossos corações, nossa solidariedade tem que estar com aqueles que estão na linha de frente.

Todo apoio ao Irã, todo apoio à Guarda Revolucionária, todo apoio à Palestina e ao Líbano. Muito obrigado!

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