A candidata do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de São Paulo, Izadora Dias, afirmou neste domingo (27) que a perseguição da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral não impediu o Partido de levar seu programa aos trabalhadores. Izadora falou no carro de som do ato nacional do PCO na Praça Oswaldo Cruz, diante de mais de duas mil pessoas, e saudou as delegações que vieram de Manaus ao Rio Grande do Sul.
“A Polícia Federal tentou manchar as nossas eleições, mas eles não conseguiram. Aqui em São Paulo, a Justiça Eleitoral tentou tirar os candidatos de São Paulo das eleições, mas nós continuamos a nossa campanha e fizemos o que é mais importante. Conversamos com os trabalhadores, apresentamos um programa revolucionário.”
Na direção do Partido
Izadora afirmou que as mulheres e a juventude ocupam a direção do Partido e não servem de vitrine.
“O Partido da Causa Operária não coloca eu, que sou uma mulher, por demagogia. O Partido da Causa Operária é o partido das mulheres, é o partido dos índios […]. Aqui, esses setores, eles não são figurantes. […] As mulheres estão atuando ativamente, estão na direção, assim como a juventude.”
A candidata contrapôs a militância do Partido ao carreirismo das legendas do regime. “Aqui, pra nós, não importa o carreirismo, não importa o jovem subsecretário não sei da onde. Aqui no PCO importa quem luta junto com os trabalhadores”, disse.
‘A agenda de um trabalhador’
Izadora pediu à militância que distribuísse panfletos na última semana de campanha, já que o PCO tem “quase nada de tempo na TV”, e lembrou o caso do candidato do Partido ao governo de Santa Catarina, Bruno Pedreiro, que apareceu na Rede Globo construindo uma casa em plena agenda de campanha.
“Ele não tem o luxo de deixar de trabalhar para se sustentar. E um membro lá da direita tentou ridicularizar o nosso candidato. Ele comentou: ‘olha só a agenda do candidato do PCO’. A agenda do candidato do PCO é a agenda de um trabalhador.”
Segundo a candidata, a zombaria se voltou contra a direita. Os comentários que se seguiram diziam que aquele era “o partido de verdade”, sem nenhum “engomadinho que fica aí fazendo discurso do vazio”.





