O primeiro-ministro de “Israel”, Benjamin Netaniahu, formalizou nesta quarta-feira (12) a adesão do país ao chamado “Conselho da Paz”, iniciativa lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para conduzir a “reconstrução” da Faixa de Gaza sob supervisão internacional. A assinatura ocorreu durante visita de Netaniahu aos Estados Unidos, com participação do secretário de Estado Marco Rubio.
A primeira reunião do órgão está marcada para 19 de fevereiro, nos Estados Unidos, e deve ter como tema central a reconstrução do território palestino após o cessar-fogo em vigor desde outubro — um arranjo aceito por “Israel” e pelo Hamas dentro de um plano apresentado por Trump.
Apesar do nome, o novo colegiado aparece, na prática, como um mecanismo de controle político sobre Gaza: governos foram convidados no fim de janeiro, alguns aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio aderiram, mas países europeus optaram por ficar de fora, temendo que a iniciativa esvazie o papel da ONU. A Rússia também sinalizou que não pretende participar da primeira sessão.
O Brasil foi convidado e ainda avalia uma eventual integração. O presidente Lula declarou que a ausência de representantes palestinos desvirtua a proposta — crítica que reforça o caráter do “Conselho”: um fórum desenhado para decidir o futuro de Gaza sem o povo palestino, abrindo caminho para uma “reconstrução” condicionada às exigências de “Israel” e do imperialismo norte-americano. Ainda que Lula tenha destacado a ausência de um representante palestino, não destacou quem deveria representar o povo palestino — indicando que este representante seria alguém da corrupta e sionista Autoridade Palestina.
A etapa seguinte do plano defendido por Trump prevê negociações sobre o desarmamento do Hamas (rejeitado pelo grupo), novas retiradas de tropas israelenses e o envio de uma força internacional. O anúncio ocorre enquanto Netaniahu segue internacionalmente pressionado pelas operações militares genocidas em Gaza.




