O governo do Iraque recusou uma proposta dos Estados Unidos para prolongar a presença de suas tropas no país depois de 30 de setembro.
Washington pretendia relacionar a permanência dos militares norte-americanos às negociações sobre as armas mantidas pelas organizações da resistência iraquiana.
Segundo o porta-voz Haider al-Aboudi, Bagdá pretende continuar tratando do controle dos armamentos existentes no território, mas não aceitou a condição apresentada pelos Estados Unidos.
Algumas organizações propuseram armazenar suas armas e suspender temporariamente as atividades militares sem entregar os arsenais ao governo.
Outras, como Kataib Hezbollah e Movimento Al-Nujaba, condicionam qualquer discussão sobre desarmamento à retirada completa das tropas estrangeiras.
A presença norte-americana no Iraque vem desde a invasão de 2003. Na época, Washington alegou que o governo de Sadam Hussein possuía armas de destruição em massa. O arsenal nunca apareceu.
A ocupação destruiu o país, matou uma enorme quantidade de iraquianos e abriu um longo período de instabilidade.
Mesmo depois de anunciar o fim de operações de combate, os Estados Unidos mantiveram militares em território iraquiano sob diferentes justificativas.
Agora, Washington tenta novamente condicionar sua saída a decisões internas do Iraque. Pretende que as organizações que resistem à sua presença entreguem as armas enquanto as forças norte-americanas conservam posições militares dentro do país.
Bagdá recusou essa condição. A retirada das tropas estrangeiras permanece entre as principais reivindicações das organizações que combatem a presença dos Estados Unidos.





