O vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, brigadeiro-general Alireza Sheikh, afirmou em entrevista televisionada publicada nesta quinta-feira (16) que a República Islâmica multiplicou por 10 a taxa de produção de VANTs de ataque nos sete meses posteriores à guerra de 12 dias travada no ano passado contra os EUA e o Estado de “Israel”. Segundo ele, o aumento foi resultado direto das lições tiradas do confronto e da preparação do país para enfrentar novos cenários de guerra.
De acordo com Sheikh, o fortalecimento da capacidade militar iraniana decorre da experiência acumulada durante a agressão imperialista e da necessidade de impedir que o inimigo alcance seus objetivos. O comandante declarou que as Forças Armadas do país reorganizaram sua preparação com base no que ocorreu durante o conflito e elevaram sua capacidade de resposta a um novo patamar.
“As capacidades das Forças Armadas para enfrentar e responder às ameaças e para impedir que o inimigo alcance seus objetivos são um resultado direto das lições aprendidas na guerra de 12 dias”, afirmou.
Na mesma entrevista, acrescentou:
“Hoje, podemos dizer que a República Islâmica do Irã criou uma nova literatura no campo da defesa e da segurança.”
Sheikh também relacionou o avanço na produção de VANTs ao desempenho dos mísseis iranianos no confronto. Segundo ele, a combinação entre diferentes meios de ataque alterou a situação no campo militar e desorganizou a defesa inimiga, permitindo ao Irã atingir seus alvos com precisão.
“Os grandes êxitos do Irã no campo dos VANTs desorganizaram as equações de defesa do inimigo de tal forma que nossos mísseis de precisão atingiram seus alvos com exatidão”, declarou o comandante. Em seguida, resumiu o que chamou de método adotado pelas Forças Armadas iranianas: “isso significa criatividade militar, que é a arte de combinar múltiplos e diferentes componentes para criar um conjunto eficaz e poderoso”.
O militar também comentou a rodada mais recente de negociações entre o Irã e os Estados Unidos, realizada na semana passada em Islamabade, capital do Paquistão. Para ele, o próprio fato de os dois países terem chegado à mesa de negociação em torno das exigências apresentadas por Teerã mostra que houve uma alteração concreta na relação de forças.
“Pela lei da força, os dois lados chegam à mesa de negociação quando estão em pé de igualdade”, afirmou. Ainda segundo Sheikh, “o fato de termos levado o inimigo à mesa de negociação para falar sobre nossos pedidos e nossas exigências já é, por si só, uma grande vitória”. Ele disse ainda que essa mudança pode ser medida pela diferença entre os objetivos anunciados pelos agressores no início da guerra, no fim de fevereiro, e os temas que acabaram sendo discutidos nas negociações.
A guerra começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e o Estado de “Israel” lançaram uma agressão militar em larga escala contra o Irã, após o assassinato do Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Ali Khamenei, além de altos comandantes militares e civis. Segundo as informações divulgadas, a ofensiva atingiu também instalações nucleares, escolas, hospitais e outras estruturas civis.
A resposta iraniana veio por meio da Operação Promessa Cumprida 4, com 100 ondas de ataques retaliatórios. Na ocasião, as Forças Armadas iranianas lançaram centenas de mísseis balísticos e hipersônicos, além de VANTs, contra bases militares norte-americanas no Oriente Próximo e contra posições do Estado de “Israel” nos territórios ocupados.




