O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) informou, na manhã de quarta-feira (3), horário local, que atingiu um navio inimigo, a sede da Quinta Frota dos Estados Unidos no Barém e uma base aérea norte-americana na região, após dois ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Em nota divulgada por seu setor de relações públicas, o CGRI afirmou que a agressão começou na noite anterior, quando um petroleiro iraniano foi atacado por um projétil aéreo nas proximidades do Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, o disparo atingiu a casa de máquinas da embarcação e causou danos ao navio.
“Na noite passada, os militares agressivos dos Estados Unidos atingiram um petroleiro iraniano com um projétil aéreo nas proximidades do Estreito de Ormuz, causando danos à casa de máquinas da embarcação”, afirmou o CGRI.
O órgão militar iraniano declarou que, em resposta ao ataque, a Marinha do CGRI lançou mísseis contra um navio identificado como Panaya, descrito no comunicado como pertencente ao inimigo “norte-americano-sionista”.
“Em resposta a esta agressão e à violação das normas que regem o Estreito de Ormuz, um navio inimigo norte-americano-sionista chamado Panaya foi atingido por mísseis lançados pela Marinha do CGRI”, declarou o comunicado.
O CGRI também denunciou que houve uma segunda agressão norte-americana contra o território iraniano. De acordo com a nota, os Estados Unidos atingiram uma torre de comunicação do CGRI no sul da ilha de Quexem, no Golfo Pérsico. Após o ataque, a Força Aeroespacial do CGRI realizou uma operação com mísseis e VANTs contra posições militares norte-americanas.
“Em uma nova agressão, o inimigo norte-americano atacou uma torre de comunicação do CGRI na parte sul da ilha de Quexem com projéteis aéreos”, afirmou o comunicado.
“Em resposta a esta agressão, sua base aérea e de helicópteros localizada em um dos países da região, bem como a sede da Quinta Frota dos Estados Unidos, foram submetidas a ataques com mísseis e VANTs pela Força Aeroespacial do CGRI”, acrescentou.
Segundo o CGRI, os ataques ocorreram dentro da orientação já anunciada pelo Irã de responder de maneira mais dura a qualquer nova agressão. A força iraniana voltou a advertir que a tentativa de afetar a segurança do Estreito de Ormuz terá consequências para as forças norte-americanas.
“Nós havíamos advertido anteriormente que qualquer ato de agressão teria uma resposta diferente e mais pesada, e agimos de acordo. Essas respostas devem servir de lição”, afirmou o CGRI.
“Reiteramos que perturbar a segurança do Estreito de Ormuz terá um preço pesado para os militares agressivos dos Estados Unidos”, completou o comunicado.
A imprensa iraniana também registrou explosões próximas à ilha de Quexem na noite de terça-feira. Segundo a agência Tasnim, moradores relataram várias explosões perto da costa sul da ilha, nas regiões de Suza e Masan. Informações preliminares da IRIB apontaram que um projétil atingiu a faixa costeira entre a cidade de Suza e a vila de Masan.
No Cuaite, sistemas de defesa antiaérea foram acionados após o lançamento de mísseis e VANTs contra instalações usadas por forças dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. Moradores relataram explosões, e imagens divulgadas na Internet mostraram destroços atribuídos a interceptadores nas proximidades da Cidade do Cuaite.
No Barém, agências iranianas relataram a passagem de projéteis pelo espaço aéreo do país. A sede da Quinta Frota dos Estados Unidos, instalada no Barém, foi um dos alvos citados no comunicado do CGRI.
Em outra operação divulgada no mesmo período, a Marinha do CGRI afirmou ter atingido o cargueiro MSC Sariska, de bandeira panamenha, com um míssil de cruzeiro. Segundo o comunicado, a ação foi uma resposta ao ataque norte-americano contra o cargueiro iraniano Lian Star, atingido no Mar de Omã por um míssil AGM-114 Hellfire disparado por uma aeronave dos Estados Unidos.
“Em resposta ao ataque agressivo do exército terrorista e assassino de crianças dos Estados Unidos contra o navio iraniano Lian Star no Mar de Omã, a Marinha do CGRI realizou uma operação recíproca e atingiu o MSC Sariska com um míssil de cruzeiro”, afirmou a nota, divulgada pela Sepah News.
O Lian Star, segundo o CGRI, era uma embarcação comercial que operava em águas internacionais quando foi atacada. O míssil norte-americano atingiu a casa de máquinas e deixou o navio sem condições de navegação. O Irã classificou o ataque como terrorismo marítimo de Estado.





