As Forças Armadas do Iêmen entraram oficialmente na guerra contra os Estados Unidos e “Israel” e lançaram neste sábado (28) duas grandes operações contra alvos militares israelenses no sul da Palestina ocupada. A intervenção foi anunciada como apoio direto à República Islâmica do Irã e às frentes de resistência do Líbano, do Iraque e da Palestina.
Em comunicado lido pelo porta-voz Iahia Saree, as forças iemenitas declararam que a decisão foi tomada diante da continuidade da escalada militar, dos ataques à infraestrutura e dos crimes e massacres cometidos contra os povos do Líbano, do Irã, do Iraque e da Palestina. No mesmo texto, anunciaram a realização da primeira operação militar com uma salva de mísseis balísticos contra alvos militares sensíveis do inimigo israelense no sul da Palestina ocupada.
As Forças Armadas do Iêmen declararam ainda que a operação coincidiu com as ações militares conduzidas pelo Irã e pelo Hesbolá no Líbano e que alcançou seus objetivos. Acrescentaram que as operações continuarão até que sejam atingidos os objetivos anunciados e até que cesse a agressão contra todas as frentes da resistência.
Leia, abaixo, o comunicado do primeiro ataque iemenita na íntegra:
“Em nome de Alá, o Clemente, o Misericordioso.
Alá, o Altíssimo, disse: ‘Ó vós que credes, se apoiardes Alá, Ele vos apoiará e firmará vossos pés.’
Em cumprimento ao que foi afirmado no comunicado anterior das Forças Armadas do Iêmen a respeito da intervenção militar direta em apoio à República Islâmica do Irã e às frentes de resistência no Líbano, no Iraque e na Palestina, e diante da continuidade da escalada militar, do ataque à infraestrutura e da prática de crimes e massacres contra nossos irmãos no Líbano, no Irã, no Iraque e na Palestina, as Forças Armadas do Iêmen, com a ajuda de Alá, o Altíssimo, e confiando n’Ele, realizaram sua primeira operação militar com uma leva de mísseis balísticos, que teve como alvo objetivos militares sensíveis do inimigo “israelense” no sul da Palestina ocupada.
Esta operação coincidiu com as operações heroicas realizadas pelos irmãos combatentes no Irã e pelo Hesbolá no Líbano, e a operação alcançou com êxito seus objetivos, graças a Alá, o Altíssimo.
Nossas operações, com a ajuda de Alá, o Altíssimo, continuarão até que os objetivos anunciados sejam alcançados, conforme foi afirmado no comunicado anterior das Forças Armadas do Iêmen, e até que cesse a agressão contra todas as frentes da resistência.
Alá nos basta, e Ele é o melhor guardião dos assuntos, o melhor protetor e o melhor auxiliador.
Viva o Iêmen, livre, honrado e independente. Vitória ao Iêmen e a todos os homens livres da nação.
Saná, 9 de Shawwal de 1447 da Hégira, correspondente a 28/03/2026.”
Primeira ofensiva atinge alvos militares sensíveis
Mais cedo, os meios de comunicação israelenses registraram o lançamento de mísseis a partir do Iêmen em direção ao sul dos territórios ocupados, com sirenes soando em Eilat, na região de Wadi Araba e no Naqab.
Pouco depois, Iahia Saree confirmou oficialmente a operação e afirmou que os mísseis balísticos atingiram “objetivos militares sensíveis pertencentes ao inimigo israelense no sul da Palestina ocupada”. A ação marcou a primeira operação militar do Iêmen desde o anúncio de que Sana estava pronta para uma intervenção direta na guerra travada pelos EUA e por “Israel” contra o Eixo da Resistência.
Na sexta-feira (27), Saree já havia advertido que as forças iemenitas estavam prontas para intervir diretamente caso fossem ultrapassadas determinadas linhas vermelhas. Entre elas, citou a formação de novas alianças ao lado dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã ou contra os países do Eixo da Resistência, o uso do Mar Vermelho como plataforma para operações militares hostis contra o Irã ou qualquer outro país muçulmano e a continuidade da escalada da agressão norte-americana e israelense.
Segunda operação usa mísseis de cruzeiro e VANTs
Ainda no sábado, as Forças Armadas do Iêmen lançaram uma segunda grande ofensiva de solidariedade em apoio ao Irã e ao Eixo da Resistência. Em novo comunicado, anunciaram o disparo de uma barragem de mísseis de cruzeiro e VANTs contra vários alvos vitais e militares do inimigo sionista no sul da Palestina ocupada.
As forças iemenitas declararam que a operação também alcançou seus objetivos. O ataque foi a segunda grande ação militar do dia, logo depois da salva de mísseis balísticos contra alvos sensíveis e estratégicos israelenses. O conjunto dessas operações recebeu o nome de Batalha da Jiade Sagrada.
Ao comentar a nova ofensiva, as Forças Armadas do Iêmen declararam que a ação era realizada em apoio ao “Irã, terra do orgulho, da honra e do desafio”, bem como em solidariedade às organizações de resistência palestinas, libanesas e iraquianas. Acrescentaram que os ataques se inserem no enfrentamento ao plano sionista para ampliar a ocupação e reorganizar toda a região sob domínio inimigo.
As forças iemenitas concluíram afirmando que manterão os ataques em cumprimento de seus deveres religiosos, morais e humanitários, até que o inimigo encerre sua agressão.
Sana reafirma apoio ao Irã e ao Eixo da Resistência
A entrada formal do Iêmen na guerra ocorreu exatamente um mês depois do início da agressão mais recente dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã, lançada em 28 de fevereiro. Em paralelo à guerra contra a República Islâmica, Washington e a entidade sionista intensificaram seus ataques contra as forças de resistência em toda a região.
Na quinta-feira, o dirigente do Ansar Alá, Saied Abdul Malik al-Houthi, já havia advertido que os EUA e “Israel” avançavam em um plano para remodelar o Oriente Médio e impor o chamado “Grande Israel”. Na ocasião, afirmou que o Iêmen não era neutro e que se colocava ao lado da nação islâmica.
Saied al-Houthi também declarou que qualquer evolução do conflito que exigisse resposta militar seria enfrentada com plena prontidão, como já ocorrera em outras etapas da guerra. Ao mesmo tempo, reafirmou que a atividade militar iemenita tem como alvo apenas objetivos norte-americanos e israelenses, e não países de maioria muçulmana nem populações civis.





