A população de Gaza voltou às ruas em 26 de outubro para exigir a libertação das mulheres palestinas presas por “Israel”. Cartazes e discursos marcaram o ato na Cidade de Gaza, do qual participaram Muhammad al-Ghul, dirigente da Frente Popular pela Libertação da Palestina, e Taysir Muhaysin, assessor do Escritório de Imprensa do Governo de Gaza.
A reivindicação ganhou urgência após novas denúncias sobre as prisões. O Escritório de Imprensa dos Prisioneiros Palestinos informou que carcereiros arrancaram véus de detentas, lançaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta e colocaram 17 mulheres em isolamento. A organização exigiu notícias sobre as prisioneiras e o fim das agressões.
Para as famílias, a prisão frequentemente significa também a dificuldade de saber onde uma mulher está, se recebe cuidados médicos ou se pode falar com um advogado. A captura de palestinos acompanha as operações militares e a ocupação; não desaparece quando os bombardeios saem das manchetes. Por isso, a manifestação ligou a denúncia das condições carcerárias à exigência de libertação.
O ato reuniu pessoas que vivem sob ataques e destruição para defender outras palestinas submetidas ao poder do Estado sionista. Sua palavra de ordem foi direta: abrir as prisões e devolver essas mulheres às suas famílias.





