Os próprios Estados Unidos reconheceram que seus bombardeios contra o Iêmen em 2025 mataram 153 civis e feriram outros 243.
São 396 vítimas civis admitidas oficialmente pelo Pentágono.
Os números foram comunicados ao Congresso norte-americano e correspondem à campanha militar realizada por Washington contra áreas controladas pelo Ansar Alá.
Entre os episódios mais sangrentos está o bombardeio do porto de Ras Isa, que provocou dezenas de mortes.
Nem mesmo depois de admitir centenas de vítimas civis o governo norte-americano decidiu indenizar as famílias atingidas.
Há indícios de que os números reais sejam ainda maiores. A Airwars contabilizou pelo menos 224 civis mortos apenas durante as 52 jornadas da operação norte-americana realizada entre março e maio de 2025.
O objetivo dos Estados Unidos era destruir a capacidade militar do Ansar Alá e obrigar o Iêmen a abandonar suas operações em solidariedade à Palestina.
Não conseguiram.
A revolução iemenita liderada pelo Ansar Alá atravessou os bombardeios mantendo seus principais instrumentos militares, incluindo mísseis, drones e capacidade de ação no Mar Vermelho.
A agressão norte-americana é uma continuação da guerra iniciada em 2015 pela coalizão chefiada pela Arábia Saudita, com armamentos, apoio logístico e cobertura política das potências imperialistas.
Depois de um período de redução dos confrontos, Riad voltou a realizar ataques contra o Iêmen. A escalada recente atingiu, entre outras regiões, Saada e Hajjah.
As forças de Saná responderam com ataques contra instalações sauditas, incluindo posições ligadas à Aramco.
O Ansar Alá afirma que não permitirá que a Arábia Saudita retome a guerra sem pagar um preço dentro de seu próprio território.
Mais de uma década depois do início da invasão saudita e após uma nova campanha de bombardeios norte-americanos, o Iêmen continua sem se submeter.





