Os bombardeios promovidos pelos Estados Unidos e por “Israel” contra o Irã destruíram ou danificaram gravemente 125.630 estruturas civis em todo o país, segundo informou nesta sexta-feira (10) o presidente da Sociedade do Crescente Vermelho do Irã, Pir-Hossein Koulivand. Do total, 100 mil unidades eram imóveis residenciais e 23.500 eram centros comerciais.
Em pronunciamento transmitido pela televisão iraniana, Koulivand apresentou um balanço da devastação provocada pelas cinco semanas de agressão militar contra o país. Segundo ele, parte das estruturas foi completamente destruída, enquanto outra parte sofreu danos severos.
O dirigente informou ainda que 339 centros médicos foram atingidos pelos ataques, entre eles hospitais, farmácias, laboratórios, clínicas de saúde e postos de emergência. Algumas dessas unidades ficaram temporariamente fora de funcionamento, enquanto outras retomaram os serviços imediatamente após os bombardeios.
Um dos exemplos citados foi o Hospital Khatam al-Anbiya, em Teerã, que voltou a atender pacientes menos de 24 horas depois de ter sido atacado.
Koulivand afirmou que toda a documentação sobre os ataques está sendo reunida e será encaminhada a organismos internacionais para responsabilizar judicialmente os autores dos crimes. Segundo ele, a entidade já realizou diligências junto ao procurador do Tribunal Penal Internacional e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
“Todos os documentos relativos às violações do Direito Internacional Humanitário foram enviados aos organismos internacionais competentes”, declarou.
A guerra contra o Irã foi iniciada em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos lançaram uma ofensiva em grande escala contra o país e assassinaram o Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Ali Khamenei, além de diversos comandantes de alto escalão.
Desde então, os ataques contra alvos civis deixaram centenas de vítimas entre a população. De acordo com as informações apresentadas pelas autoridades iranianas, mais de 200 crianças foram assassinadas nos bombardeios. Entre os casos de maior repercussão está o massacre de mais de 181 crianças e professores na cidade de Minabe, no sul do Irã, com o bombardeio de uma escola de meninas.
Em pronunciamento anterior no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o massacre era apenas “a ponta do iceberg” dos crimes de guerra sistemáticos cometidos pelos Estados Unidos e pelo regime israelense contra o país.




