O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Senado por São Paulo, Ednelson Cesaretti, atacou neste domingo (27) a esquerda que apoia Geraldo Alckmin e Simone Tebet e afirmou que a eleição não vai resolver os problemas dos trabalhadores. Cesaretti falou do carro de som durante a passeata do ato nacional do PCO, que desceu a Rua Treze de Maio, no centro de São Paulo, depois de conduzir as primeiras falas na Praça Oswaldo Cruz.
Na saída da passeata, o candidato lembrou que a campanha do Partido “enfrentou os interesses dos banqueiros, enfrentou a perseguição judicial do STF”. “Estamos aqui na rua para mostrar que o PCO não vai se calar”, disse.
Povos oprimidos de arma na mão
Ednelson defendeu a luta armada contra o imperialismo e citou o Irã, a Palestina e o Iêmen. Também apresentou o PCO como defensor da liberdade de expressão contra a censura do STF e incluiu a Rússia entre os países que enfrentam o imperialismo, na guerra contra a Ucrânia.
“[O PCO é] o partido que defende a luta dos povos oprimidos de arma na mão, assim como está fazendo o Irã contra o mais poderoso país imperialista do mundo, os Estados Unidos. O partido que defende a resistência armada do povo palestino contra o genocídio, contra o massacre genocida do exército israelense de Netaniahu. O partido que defende a luta armada do povo iemenita, que expulsou o exército capacho da Arábia Saudita dos seus territórios e está colocando o imperialismo numa das maiores enrascadas da sua história.”
Petrobrás 100% nacional
Segundo o candidato, os altos juros levam a população a se endividar com cartão de crédito e empréstimos consignados, enquanto os banqueiros ficam com metade da renda nacional. Cesaretti defendeu que esse dinheiro vá para a saúde, a educação e a aposentadoria, pediu a revogação da reforma da Previdência aprovada pelos golpistas e listou as reestatizações que o PCO vai defender depois de 4 de outubro.
“Após as eleições, o Partido da Causa Operária continuará nas ruas, na luta […]. A completa estatização da CSN, da Vale do Rio Doce […]; o fim de qualquer concessão dentro da Petrobrás, Petrobrás 100% nacional; política de terras raras soberana, totalmente sob controle do governo brasileiro, sem nenhuma concessão aos países imperialistas.”
‘O que muda é a luta do povo’
Cesaretti chamou os trabalhadores a romper com a esquerda que abandonou suas reivindicações e passou a apoiar a perseguição política do STF.
“É preciso construir uma nova esquerda, abandonar a política da esquerda que transformou a eleição numa disputa policial. A esquerda que transformou a eleição no apoio à perseguição política promovida pelo STF. A esquerda que abandonou a defesa dos interesses dos povos indígenas, abandonou a defesa das demarcações, abandonou a luta dos sem-terra, abandonou a luta por salário, que transformou os sindicatos num ponto de burocratas contra os trabalhadores.”
O candidato criticou os candidatos da esquerda que apoiam Alckmin, “esse picareta que destruiu São Paulo”, Simone Tebet, “a amiga dos assassinos dos índios lá no Mato Grosso do Sul”, e Marina Silva, “que impediu a exploração do petróleo nos últimos anos”. E fechou com a mobilização: “A eleição não vai mudar nada. O que muda é a luta do povo, a luta do povo trabalhador”.





