Nas últimas semanas vários meios de comunicação vêm noticiando que um surto de Ebola está saindo do controle na África. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no sábado, 16 de maio, a situação do vírus Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como “emergência de saúde pública de preocupação internacional”.
As informações que estão sendo noticiadas sobre a doença é que a epidemia é causada pela cepa Bundibugyo do vírus, para a qual ainda não existe vacina nem tratamento aprovado, e as autoridades estimam taxa de letalidade entre 25% e 50%. O diretor-geral da OMS afirma que houve 220 mortes suspeitas no atual surto de Ebola e que a demora na detecção dos casos fez com que as equipes de resposta agora estejam “correndo atrás do prejuízo”.
A intensificação dos casos no Congo, está confirmado nas províncias de Ituri, Norte-Kivu e Sul-Kivu, com cinco casos relacionados também notificados em Kampala, capital do Uganda. No total, a RDC contabiliza 904 casos suspeitos, 101 confirmados, 119 mortes suspeitas e 10 mortes confirmadas. A Agência Brasil, citando a OMS, reportou 131 mortos e 513 casos suspeitos, com o diretor-geral Tedros Adhanom afirmando estar “profundamente preocupado com a velocidade” do surto.
Na manhã desta segunda-feira (25), Uganda relatou mais dois casos de Ebola, elevando o número total de casos confirmados para sete. O surto foi inicialmente identificado na província de Ituri, no leste da RDC, e propagou-se para Norte-Kivu, com casos confirmados em cidades como Butembo e Goma. Os dois novos casos são profissionais de saúde que trabalham em uma unidade de saúde privada na capital, Kampala, e ambos são ugandeses, informou o Ministério da Saúde em um comunicado.
De acordo a Agência Brasil, a Cruz Vermelha divulgou, em nota de pesar no sábado (23), a morte de três voluntários devido ao surto de Ebola na África. As vítimas atuavam na linha de frente do combate à doença. “Expressamos nossos mais profundos sentimentos e sincero respeito aos familiares, amigos e a toda a equipe congolesa. O legado de coragem, humanidade e sacrifício desses voluntários jamais será esquecido”, diz o texto da organização.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa) informou na sexta-feira (22) que dez países africanos estão sob risco de um surto de ebola. São eles: Sudão do Sul; Ruanda; Quênia; Zâmbia; República Centro-Africana; Tanzânia; Etiópia; Angola; Congo;Burundi. Segundo infectologistas, a transmissão do vírus ocorre pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, saliva, suor, urina, fezes, vômito, sêmen e secreções respiratórias. Objetos contaminados também podem transmitir o vírus.
Os sintomas costumam surgir entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus. Inicialmente, o quadro pode se assemelhar a outras infecções febris, com febre alta, fadiga intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Como o vírus infecta inicialmente o sistema imunológico se espalhando pela corrente sanguínea, à medida que avança, sintomas e novos danos no organismo vão aumentando sucessivamente, como, por exemplo, sangramentos, choque circulatório e falência múltipla de órgãos.





