A estrada da Serra do Fundo Grande, entre Jacinto Machado, no sul de Santa Catarina, e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, chegou à fase final de terraplenagem. A previsão apresentada pelo coordenador técnico Jóri Ramos é concluir a abertura e o traçado da pista em aproximadamente 20 dias. O prazo não vale para a entrega da estrada pronta, estimada por ele entre oito meses e um ano.
A distinção importa. Uma pista aberta no terreno ainda precisa suportar a passagem de veículos e resistir à água das chuvas. Na serra, o solo argiloso demora a secar e pode obrigar as equipes a interromper os serviços. A obra já inclui drenagem e pavimento em macadame; também estão em execução a proteção dos taludes e as passagens previstas para a fauna.
O trecho terá 5,2 quilômetros, com investimento informado de R$ 19,2 milhões. O projeto foi desenvolvido com participação do Labs Cidades, laboratório da Universidade do Extremo Sul Catarinense. Ramos afirmou que, até 27 de outubro, não havia ocorrido necessidade de aumentar o valor contratado. Esse é um dado da etapa atual, que deverá ser acompanhado até o fim dos serviços.
A nova ligação poderá encurtar o deslocamento entre municípios vizinhos de dois estados. Poderá servir a moradores, trabalhadores e ao transporte da produção regional, além dos estabelecimentos que esperam receber visitantes. Para que essas possibilidades existam fora do papel, não basta anunciar que as máquinas chegaram ao final da terraplenagem.
A prioridade deve ser concluir a estrada com drenagem e pavimento adequados e com acesso efetivo para a população. A serra não ficará menos chuvosa depois da inauguração. Justamente por isso, o serviço que parece menos vistoso nas fotografias pode determinar se a ligação funcionará durante o ano inteiro.





