Os participantes da 55ª Universidade de Férias do Partido da Causa Operária (PCO) e da Aliança da Juventude Revolucionária (AJR) abriram, nesta quinta-feira (2), em Sorocaba (SP), a disputa de futebol do acampamento. A atividade integrou o sexto dia da Universidade, que ocorre entre 27 de junho e 5 de julho e tem como curso central A história do Irã e da República Islâmica, ministrado por Rui Costa Pimenta.
O campo passou a concentrar boa parte da movimentação do dia. As equipes foram formadas entre os próprios participantes, reunindo jovens de diferentes cidades e estados. A rodada foi acompanhada por quem ficou fora de campo e se somou às demais atividades do acampamento, como aulas, refeições coletivas, piscina e transmissão de jogos da Copa do Mundo.
Ricardo, de 22 anos, chegou ao acampamento no domingo anterior e apontou o início do torneio como a principal atividade do dia. “Hoje o principal evento, a principal atividade foi o início do campeonato de futebol”, afirmou. Ele jogou pelo time amarelo e disse ter sido “o único jogador a jogar duas partidas consecutivas”.
Na primeira partida, sua equipe venceu por 3 a 1. Na segunda, perdeu por 4 a 3. Apesar da derrota, Ricardo marcou dois gols. “Eu consegui fazer dois gols”, relatou. Sobre a própria atuação, disse: “tentei fazer o meu melhor ali”.
As equipes foram divididas por cores. Segundo os participantes, foram organizados quatro times: São Paulo 1, de colete amarelo e calção branco; Rio de Janeiro, de colete amarelo e calções variados; São Paulo 2, de colete verde e calção preto; e Norte, Nordeste e Centro-Oeste, de amarelo com calção vermelho.
Calebe, de 22 anos, chegou no dia 29 e jogou pelo time de calção branco. Ele relatou uma virada sofrida por sua equipe. “Eu participei da equipe do time branco”, disse. Segundo ele, o time começou vencendo por 2 a 0, mas sofreu quatro gols no segundo tempo e terminou derrotado pelo amarelo, apontado por ele como o adversário mais forte. “A gente começou ganhando por 2 a 0”, afirmou. “No segundo tempo a gente conseguiu tomar quatro gols.”
As partidas foram realizadas em dois tempos de 10 minutos. O formato permitiu a realização de mais jogos durante a tarde e manteve a participação de vários grupos no campo. “A gente divide as partidas em dois tempos de 10 minutos”, explicou Calebe.
Otávio, de 17 anos, veio de Sertãozinho, no interior de São Paulo, e chegou ao local no dia 28, após uma viagem de cerca de três a quatro horas. Ele acompanhou a primeira partida entre o time verde e o time amarelo. “Cheguei a acompanhar a primeira partida entre o time verde e time amarelo”, disse. “Foi bom, foi positivo. Os companheiros tiveram um bom desempenho no jogo.”
Além do torneio interno, Otávio destacou a rotina de estudos da Universidade de Férias. Ele acompanhou a primeira aula ministrada por Rui Costa Pimenta, dedicada à história anterior do Irã. “Estou achando interessante, bem legal”, afirmou. Após a exposição, os participantes fizeram uma discussão sobre o conteúdo apresentado. “Nós fizemos uma discussão depois sobre o curso e nós nos aprofundamos bastante”, declarou.
Entre os assuntos lembrados por ele, esteve a exposição sobre a religião persa antiga e o significado do fogo naquele período histórico. O curso percorre a formação do Irã desde a Antiguidade até a Revolução Islâmica de 1979, em meio à situação em que o país ocupa posição central na luta contra o imperialismo no Oriente Médio.
Miguel, de 15 anos, veio de Ribeirão Preto e também chegou no dia 28. Ele assistiu a dois ou três jogos da disputa interna. Para ele, as partidas tiveram caráter mais recreativo do que técnico. “Havia muito pouca habilidade”, brincou. Ainda assim, avaliou positivamente a atividade: “foi muito divertido, foi muito legal”.
Miguel também destacou o espaço do acampamento, as aulas e a convivência entre os participantes. “Estou aproveitando bastante, é um espaço muito gostoso”, disse.
A torcida também fez parte da programação. Além dos jogos internos, os participantes acompanharam partidas da Copa do Mundo transmitidas no local. Miguel relatou que parte dos presentes torceu contra Portugal em uma das partidas, vencida pela seleção portuguesa. “Tava vibrante, tava torcendo contra Portugal”, contou.
A 55ª Universidade de Férias ocorre em uma área de 150 mil metros quadrados, com chalés, área de acampamento, cozinha ampla, piscina semiolímpica, quadra de vôlei, quadra poliesportiva e campo. A estrutura permite que os participantes alternem as aulas, as discussões políticas, o descanso e as atividades esportivas no próprio local.
A alimentação também foi mencionada pelos participantes. Calebe destacou o café da manhã e o almoço. “Não dá pra deixar de falar do café da manhã e do almoço”, afirmou. No almoço, foram servidos carne de panela, arroz, feijão, frutas variadas e saladas. Para a noite, a previsão era de pernil à paulista. “Fiquei sabendo que é pernil à paulista”, disse.





