Normalmente, as pessoas pensam que a eleição é um processo democrático. Supostamente, as pessoas vão às urnas para escolher aqueles candidatos cujas propostas são conhecidas e com as quais a população mais se identifica. Todavia, mais uma vez, vemos nesse ano de eleição que isso é apenas uma farsa.
A cobertura que recém-chegados na política como Renan Santos, do partido Missão, estão tendo, é espantosa. Enquanto ele é convidado para todos os debates em todas as emissoras, os partidos da dita “extrema-esquerda” são ocultados dos debates e até mesmo das pesquisas eleitorais. O motivo não é nenhum mistério: se você defende o capitalismo, os holofotes recairão sobre você. Se você defende o socialismo, será ocultado da opinião pública sistematicamente.
Pior ainda é a nossa situação partidária. Em um complô digno de roteiro de filmes sobre a máfia, mesmo em pesquisas onde alguns candidatos da esquerda aparecem, os candidatos do PCO são omitidos, como se não existissem. Eliminando qualquer chance de a população ter um mínimo contato com as nossas propostas, tal sonegação mafiosa mina de forma substancial a visibilidade de nossos candidatos e do nosso programa.
Diante de tudo isso, como defender que vivemos em um regime democrático? Se a população não tem o direito de sequer conhecer os candidatos disponíveis, como dizer que o regime político está estruturado com base na vontade popular?





