O chefe do Estado-Maior do exército de “Israel”, Eyal Zamir, advertiu ministros do governo de que as forças armadas da entidade sionista caminham para um colapso interno se não houver uma solução para a crise de efetivos. Segundo o jornal Israel Hayom, a advertência feita por Zamir ao gabinete foi “dura e excepcional”. Na reunião, o comandante declarou: “estou levantando dez bandeiras vermelhas antes que o exército israelense desmorone por dentro”.
Para o Israel Hayom, a declaração indica que o aparato de segurança da entidade sionista se aproxima de um ponto de ruptura e que a única resposta possível por parte do governo seria agir para evitar um desastre.
A advertência foi feita em meio ao aprofundamento da crise militar de “Israel”, que mantém agressões simultâneas contra o Irã, o Líbano, a Faixa de Gaza, a Síria, a Cisjordânia e o Iraque. Segundo o jornal, a guerra em múltiplas frentes ampliou ainda mais a crise de efetivos, já existente depois de dois anos e meio de guerra.
Mesmos soldados são enviados repetidamente às frentes
De acordo com o Israel Hayom, a pressão sobre o exército é cumulativa e atinge não apenas o plano operacional, mas o conjunto da estrutura militar. O jornal afirmou que o mesmo grupo reduzido de soldados e reservistas é enviado repetidamente para as mesmas frentes, com cada vez menos tempo de recuperação e sob fadiga crescente e permanente.
Ainda segundo a publicação, esse esgotamento compromete a capacidade de manter as formações militares por um período prolongado, e não apenas a eficiência num horizonte mais distante. O problema, portanto, não se limita à qualidade das operações, mas alcança a própria sustentação do aparato militar mobilizado na guerra.
O jornal sionista afirmou também que o exército enfrenta dificuldades para manter seus quadros no serviço permanente. Ao mesmo tempo, os reservistas são convocados repetidas vezes e obrigados a abandonar a vida pessoal, pagando um preço econômico e social cada vez maior.
A publicação acrescentou que o exército não pode continuar dependendo de pressão constante, do adiamento de soluções de fundo e da exigência de mais sacrifícios por parte dos mesmos contingentes já desgastados pela guerra.
Crise de efetivos se agrava com expansão da guerra
O Israel Hayom descreveu a situação como sombria e observou que fracassaram as expectativas de revisão da escala de prioridades, sobretudo na distribuição dos encargos militares. Em lugar disso, afirmou o jornal, em vez de discutir o que precisa ser alterado para impedir a ruína do exército, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Segurança passou a acusar Zamir de irresponsabilidade e de enfraquecer a chamada resiliência nacional.
A admissão pública dessa crise ocorre enquanto a entidade sionista continua seus ataques contra o Líbano, Gaza e a Cisjordânia, além da agressão conjunta com os Estados Unidos contra a República Islâmica do Irã. Diante da resposta militar das forças de resistência, setores da imprensa sionista passaram a reconhecer abertamente o enfraquecimento do exército.
Nesse quadro, a própria imprensa de “Israel” vem registrando declarações de autoridades sobre a gravidade crescente da crise de efetivos num momento em que a guerra se amplia em várias frentes ao mesmo tempo.
Não é a primeira vez que o Israel Hayom reconhece dificuldades dessa ordem. Anteriormente, o jornal já havia afirmado que o Hesbolá é uma organização capaz de se adaptar rapidamente a uma realidade em mudança e que mesmo alguns de seus mísseis bastam para ameaçar “Israel”.





