A navegação pelo Estreito de Ormuz, a passagem mais vital para o abastecimento energético do planeta, desabou 94% desde o início da agressão dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026. O bloqueio estratégico transformou o Golfo Pérsico em um cemitério de cargueiros, paralisando a economia global e revelando o erro de cálculo monumental das potências imperialistas, que subestimaram a capacidade de resposta iraniana.
Dados de empresas globais de monitoramento, como a Lloyd’s List, confirmam que a média diária de embarcações cruzando o estreito despencou de 138 para menos de 10. O cenário é de paralisia absoluta: cerca de 3.200 navios estão atualmente retidos na região, deixando mais de 20.000 marinheiros ociosos a bordo de embarcações que esperam uma permissão de trânsito que não virá para os aliados dos agressores.
Desde o dia 1º de março, o Irã estabeleceu que a passagem está interditada para qualquer navio ligado aos países que iniciaram a agressão contra o território persa. Dos 181 navios que conseguiram navegar por Ormuz no último mês, a esmagadora maioria (125) pertence ao Irã ou a seus aliados diretos.
A crise em Ormuz derruba, por terra, a propaganda ideológica de que o mundo estaria pronto para abandonar o petróleo. No Brasil, figuras como a ministra Marina Silva tentaram interditar a exploração de petróleo sob pretextos ambientais, mas a realidade da guerra impõe o fato: o petróleo continua sendo o motor absoluto da economia mundial.
Com o fechamento do estreito, que escoa um quinto da demanda global de óleo, os preços de combustíveis e mercadorias atingiram recordes históricos. A tentativa imperialista de sufocar o Irã acabou por sufocar as próprias cadeias de suprimento do Ocidente, provando que não há “transição energética” que sobreviva ao corte do fornecimento no Golfo Pérsico.
O bloqueio iraniano é cirúrgico. Enquanto navios norte-americanos e israelenses são atacados ou barrados — com o registro de 24 ataques a navios comerciais e 8 mortos desde março —, o Irã abriu exceções para países que reconhecem sua soberania. China, Índia, Paquistão e Turquia mantêm o trânsito de suas mercadorias após negociações diretas com as autoridades iranianas. O Iraque, aliado próximo, também foi isento das restrições.
O imperialismo, liderado pelos EUA, apostou em um “golpe de mão” rápido para desestabilizar o regime iraniano, repetindo o erro de subestimação característico dos impérios. Em vez de uma vitória militar simples, os agressores colheram um estrangulamento econômico que ameaça causar danos irreparáveis à infraestrutura global.
O que ocorre hoje em Ormuz é a demonstração prática da falência da força bruta imperialista frente a uma nação que detém o controle de um ponto de estrangulamento vital. O Irã provou que possui o poder de “desligar” a economia mundial se for atacado. Enquanto navios apodrecem no Golfo, o mundo descobre que a arrogância imperialista não é capaz de abrir passagens marítimas que a resistência nacional de um povo decidiu fechar.
Resta a pergunta que não quer calar: por onde anda a ministra Marina Silva? Aquela que tentou interditar a exploração do petróleo nacional como se o combustível fosse um mero capricho, hoje assiste ao colapso de sua “fantasia” em silêncio absoluto. Com o preço do diesel e da querosene nas nuvens devido ao xeque-mate em Ormuz, a ministra ainda não veio a público sugerir como o Brasil deve se locomover sem o hidrocarboneto que ela considera dispensável. Talvez o plano de transição energética de Marina envolva substituir a frota de caminhões que cruza o país por charretes, ou quem sabe mandar o trabalhador brasileiro trocar o motor a combustão pelo lombo de um cavalo. O fato é que a realidade se impôs e, nesta hora, os defensores do “petróleo zero” desaparecem da cena.





