O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo de Santa Catarina, Bruno Pedreiro, chamou neste domingo (27) os trabalhadores brasileiros a aprender com os bolivianos a responder à violência da burguesia. Bruno falou no carro de som do ato nacional do PCO na Praça Oswaldo Cruz, em São Paulo, apresentado como “o trabalhador que viralizou na Rede Globo” ao aparecer na emissora construindo uma casa durante a agenda de campanha.
O candidato abriu a fala com um recado aos que tentaram apagar o Partido da disputa. “Primeiro, gostaria de passar um recado para a esquerda pequeno-burguesa, para a burguesia e para todos aqueles que tentam silenciar o PCO nas eleições. Nós seguiremos sendo o espinho atravessado na garganta […]”, disse.
Os banqueiros roubam mais
Bruno denunciou a campanha eleitoral centrada na segurança pública, que esconde o saque dos banqueiros contra o País.
“Nessas eleições está acontecendo uma coisa grotesca, porque querem apresentar para os trabalhadores que o problema do país é quem rouba celular. Não os banqueiros, que roubam do país todos os anos 2 trilhões, 139 bilhões de reais, para transferir o nosso dinheiro, que é roubado aqui pelo sistema financeiro internacional, para financiar seu sistema de guerras eternas que acontecem no mundo, para jogar a bomba na cabeça de criança em Gaza.”
Em entrevista à Causa Operária TV (COTV) ao fim do ato, o candidato voltou ao tema. Afirmou que a burguesia trava uma guerra econômica contra os trabalhadores desde 2016 e, sem política para reverter a crise, oferece a “lei e ordem”. “Eles querem formar os trabalhadores dentro das cadeias e concluir a formação deles no cemitério”, disse.
O exemplo boliviano
No carro de som, Bruno reafirmou o apoio do PCO aos povos que enfrentam o imperialismo e o sionismo e apontou o caminho da luta na América do Sul.
“Seguiremos apoiando todas as resistências, todos os povos que se levantam em armas para enfrentar o monstro imperialista e o monstro sionista. […] Nós aqui na América do Sul devemos olhar para os nossos irmãos bolivianos e devemos aprender com eles como responder à violência da burguesia contra os trabalhadores. E a nossa resposta tem que ser com dinamite e greve.”
O candidato encerrou com as palavras de ordem da campanha: “Quem bate cartão não vota em patrão. Revolução, governo operário e comunismo”.





