O Crédit Mutuel Arkéa tenta rastrear transferências feitas por invasores que alcançaram uma conta do próprio banco. Os atacantes entraram por meio da plataforma de um fornecedor externo e enviaram recursos a outras instituições financeiras. A quantia envolvida está na ordem de € 100 milhões, mas o prejuízo definitivo ainda não foi calculado: parte do dinheiro foi bloqueada e há medidas em andamento para recuperar outros valores.
A instituição negou que os invasores tenham usado contas de clientes ou acessado seus sistemas pela subsidiária Fortuneo. O dinheiro transferido saiu de uma conta do Arkéa. O banco informou ainda que os valores podem ter sido convertidos posteriormente em criptomoedas.
Após identificar as operações suspeitas, o grupo suspendeu temporariamente algumas transferências. Houve atraso no atendimento a clientes, mas, segundo o Arkéa, seus depósitos não sofreram perdas. As autoridades francesas abriram uma investigação para identificar os responsáveis e reconstruir o caminho seguido pelo dinheiro. Nenhum suspeito foi anunciado publicamente.
A plataforma contratada é uma peça importante da apuração. Por ela, os invasores chegaram a uma conta bancária capaz de movimentar grandes somas entre instituições. Será necessário descobrir como obtiveram acesso, quais controles falharam e quanto tempo levou para interromper as operações.
O banco afirma que o ataque foi contido e que sua solidez financeira não corre perigo. Ainda falta responder quanto foi efetivamente perdido. € 100 milhões designam a dimensão aproximada das transações atingidas.




